Seminário da BACCF é sucesso

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Empresários que vieram do Brasil tiveram um panorama completo sobre como investir nos EUA

 Carlos Mariaca, presidente da BACCF, entre os participantes do seminário
Carlos Mariaca, presidente da BACCF, entre os participantes do seminário

O 9º Seminário Como Ingressar no Mercado Norte-americano, promovido pela Câmara de Comércio Brasil Estados Unidos da Flórida (BACCF) e realizado entre os dias 23 e 25 de setembro, atendeu às expectativas dos organizadores e dos participantes. Segundo Lívia Silva, do Departamento de Marketing da BACCF, “todos ficaram bem satisfeitos com o programa, que elucidou suas dúvidas e forneceu as informações que eles buscavam”.

O programa foi aberto na segunda-feira (23) com as boas-vindas dadas por Mark North, presidente do Espírito Santo Bank, aos palestrantes e participantes. Depois, foram realizadas as palestras de Ubirajara Marques Curto e Carlos Mariaca, ambos do Center Group, que falaram sobre como montar um projeto internacional e operacionalizar uma empresa para fazer negócios nos EUA. Após o almoço oferecido pela Odebrecht, a parte da tarde teve a apresentação dos advogados Roberto Justo e Samir Choaib, que abordaram os aspectos relativos aos investimentos feito por pessoas físicas e jurídicas no exterior. E foi completada com a exposição de Juliana Farah, do Citibank, que falou sobre sistemas e práticas bancárias americanas.

No dia seguinte, na terça-feira (24), Claudio Faria, da Ornare, abriu o dia mostrando o processo de internacionalização de uma empresa de móveis brasileira com abertura de lojas nos EUA, seguido por Alexandre Wolak, da Elite Imóveis, que destacou as vantagens de se aplicar em imóveis comerciais nos EUA. Carlos Mariaca, presidente da BACCF, cobriu o espaço reservado a Claudio Miccieli Jr. que falou sobre o processo de internacionalização do Giraffas na quarta-feira (25), e esclareceu mais dúvidas sobre vistos de imigração. O presidente do Banco do Brasil, Antonio Cassio Segura, comentou o processo de internacionalização do BB, em almoço oferecido aos convidados.

Exportação foi o tema destacado pelos palestrantes José Lemos, da Abaco Hydronics, e Frederico Tavares, do Sindicato de Produtores de Papaya Brasileiro, enquanto Christian Luque, da Luque Trading, mostrou o que deve ser feito para se importar dos EUA.

O último dia da programação (25) foi reservado para visitas à FedEx, onde os participantes foram recebidos com café da manhã oferecido por Angelo Pascale, e ao Escritório de Advocacia Akermann Senterfitt, quando Felipe Berer falou sobre os aspectos jurídicos e as leis trabalhistas nos Estados Unidos durante almoço oferecido pelo escritório de advocacia.

Ornare e Elite

Claudio Faria explicou aos participantes qual foi a estratégia da Ornare para entrar no mercado americano. Atualmente, há uma loja no Design District em Miami e outra que acabou de ser inaugurada no Design District de Dallas, que está sob o comando do irmão de Claudio.
O empresário destacou que a abordagem mais personalizada junto aos arquitetos e decoradores tem sido um dos principais lementos de sucesso da Ornare. “Damos um tratamento mais amável, embora profissional, que difere um pouco do tratamento mais arrogante dado pelos europeus. E isto vem conquistando os clientes americanos”.

Logicamente, ele enfatiza que a qualidade dos produtos da Ornare em sistemas de cozinha faz a diferença porque, segundo ele, o acabamento é bem superior aos concorrentes locais.

O próximo passo da Ornare é expanidr sua rede de lojas pelo sistema de franquias, tanto no Brasil como nos Estados Unidos, tanto que eles já vêm pesquisando mercados em cidades importantes como New York, San Francisco e Los Angeles.
Embora seja amplamente divulgada a enxurrada de brasileirso comprando imóveis residenciais no sul da Flórida, pouco se fala dos imóveis comerciais como uma forma de investimento. Pois foi exatamente este o tema escolhido por Alex Wolak, da Divisão Comercial da Elite Imóveis.

Ele apresentou uma série de alternativas para os investidores, com destaque para a Triple N, uma propriedade onde estão instalados gigantes do varejo americano como Walgreens, Burger King, Denny’s e outros. Embora o retorno do capital seja relativamente baixo (entre 6 e 6.5% ao ano), o proprietário corre pouco risco, uma vez que os contratos são feitos com grandes corporações por longo prazo e o inquilino é responsável pelo imóvel durante este período, arcando com imposto predial, seguro, estrutura e manutenção.

Outra sugestão é adquirir um pacote com bastante imóveis residenciais em propriedades multi-family, porque o ganho é compensador, embora neste caso o proprietário é quem arca com as despesas do imóvel. O inquilino apenas precisa pagar o aluguel. Outras opções de negócios são shopping centers, hotéis, franquias, galpões comerciais, postos de gasolina, terrenos em zonas comerciais e salas comerciais, um conceito novo para o americano.