Senador Bob Menéndez apresenta projeto de reforma imigratória

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O senador democrata por Nova Jersey voltou a apresentar no Congresso proposta imigratória ampla que inclui um caminho para legalização de indocumentados

Numa nova tentativa para conseguir um benefício para milhões de imigrantes indocumentados, o senador democrata Bob Menéndez apresenta nesta quarta-feira uma iniciativa de reforma imigratoria abrangente similar a um projeto ventilado em setembro do ano passado.

O plano é co-patrocinado pelos também senadores democratas Harry Reid (Nevada e líder da Câmara Alta), Patrick Leahy (Vermont) e Richard Durbin (Illinois).

O novo projeto aparece uma semana depois de os republicanos terem apresentados nas duas câmaras uma iniciativa que, entre outras recomendações, propõe criminalizar a permanência indocumentada e tornar obrigatória o registro das empresas ao programa federal E-Verify, para revisar o status imigratório dos trabalhadores.

Organizações que defendem os direitos dos imigrantes reconheceram o esforço de Menéndez, nos momentos em que tudo parece indicar que não haverá um acordo bipartidário anterior que garanta sua aprovação.

A proposta de Menéndez é parecida com a versão apresentada no final de setembro do ano passado junto com o senador Leahy, que incluía uma via para regulamentar a legalização para milhões de indocumentados que não possuam antecedentes criminais.

O plano Menéndez-Leahy exigia, ainda, que os beneficiários se registrassem com o governo (através do Departamento de Seguridad Nacional–DHS), falassem inglês e pagassem multas: uma de US$500 para se registrar e outra de US$1000 para regularizar suas permanências e adquirirem a residência permanente ou o green card.

A respeito do registro no E-Verify, a proposta recomendava proteções a trabalhadores e a inscrição obrigatória das empresas num prazo de cinco anos.

A iniciativa de Menéndez contrasta com o plano entregue no início de junho na Câmara de Deputados pelo deputado Lamar Smith (republicano de Texas), que castiga severamente a imigração indocumentada e contaria com os votos necessários (218) nesta instância do Legislativo.

No Senado, os democratas contam com 51 cadeiras mais o apoio dos independentes. O projeto precisa de 60 votos, dos 100 disponíveis, para ser aprovado