Senador democrata ainda não desisitiu de aprovar proposta do Dream Act

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Harry Reid prometeu reapresentar projeto no Congresso, apesar dos recentes fracassos

Um dos nomes mais importantes do partido democrata, o senador Harry Reid foi reeleito nas eleições legislativas de 2 de novembro e já prometeu que um de seus primeiros atos neste novo mandato será reapresentar o projeto de lei conhecido por Dream Act, que abriria a possibilidade de legalização de milhares de estudantes indocumentados nos Estados Unidos. A proposta foi derrotada no Congresso Nacional há pouco mais de um mês, exatamente numa iniciativa do próprio Reid, que incluiu uma cláusula sobre o assunto num pacote acerca do orçamento na área de segurança nacional.Na ocasião, a proposição foi rejeitada por 56 votos a 43, já que nem os republicanos nem os independentes votaram com o governo. Um dos argumentos foi o de que tal tema não deveria ter sido cogitado às vésperas da eleição. Está claro agora que esta não foi uma manobra eleitoreira, mas sim uma das prioridades do senador, rebateu um dos assessores de Reid, José Parra.O democrata foi eleito na última terça-feira com forte apoio hispânico em Nevada e seu triunfo deve garantir a presidência do Senado Federal. Para que o projeto do Dream Act consiga entrar na pauta do Congresso são necessários 60 votos na Câmara Alta (Senado) e 218 na Câmara de Representantes. O partido de situação tem agora, depois da derrota nas eleições, apenas 52 assentos ou seja, necessita de apoio de alguns dos 47 republicanos e dos dois independentes.Para o ativista Juan José Gutiérrez, diretor do Movimento Latino USA de Los Angeles (Califórnia), o Dream Act é bom, mas representa apenas parte da resposta aos imigrantes. É uma opção, mas não solucionaria a situação de muitos dos mais de 11 milhões de indocumentados que vivem na América. Ou seja, não é uma solução integral, pois queremos o debate da reforma imigratória, afirmou.O Dream Act regularizaria a situação imigratória dos estudantes através da residência temporária prestes a ingressar nas universidades ou nas Forças Armadas. O projeto recebeu apoio de políticos em campanha, celebridades e ativistas. Segundo estatísticas, cerca de 65 mil jovens indocumentados se formam na high school todos os anos nos EUA, mas não podem ingressar em cursos superiores porque não têm documentos e nem recursos para pagar as anuidades exorbitantes das universidades. Precisamos abrir caminho para os jovens sem documentos nos Estados Unidos, que estão em condições de ingressar na universidade ou que estariam dispostos a se engajar nas Forças Armadas ao fim de seus estudos universitários, explicou Reid.