Sobram vistos H1B para o ano fiscal de 2012

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Lista de profissionais que requerem o visto H1B inclui cientistas, engenheiros, jornalistas e programadores de computadores

O serviço de imigração americano anunciou que dispõe ainda de mais de 75 mil vistos tipo H1B para o ano fiscal 2012. A janela foi aberta em 1º de abril, mas as solicitações baixaram em comparação aos anos anteriores.

O Gabinete de Cidadania e Serviços de Imigração (USCIS) disse que até o momento havia recebido 5.900 petições para um total de 65 mil vistos dentro da quota determinada pelo Congresso.

Em 2005, o legislativo criou uma quota adicional de 20 mil vistos para profissionais formados em universidades americanas. Por lei, o Departamento de Estado é o órgão federal que concede as permissões para profissionais estrangeiros, que têm validade de até três anos e podem ser renovados até no máximo duas vezes.

Os vistos H1B são usados principalmente pelos segmentos de alta tecnologia e destinados a profissionais estrangeiros com títulos universitários que desempenham trabalhos especializados que exigem conhecimentos teóricos ou técnicos.

Antes da crise financeira de 2008, as empresas de alta tecnologia se queixavam deste sistema e assinalavam que a quota determinada pelo Congresso era insuficiente, tanto que entre 2004 e 2007 a quota se esgotou poucas horas depois de a janela ter sido aberta para a recepção de solicitações. Em 2007, a janela ficou aberta menos de 24 horas.

Durante os anos fiscais de 2001 a 2004, o Congresso autorizou estender a quota de 65 mil para 195 mil visas. Mas em 30 de setembro de 2004 foi reduzida para a quantidade original de 65 mil.

No final de 2004, o Congresso debateu uma quota adicional de 20 mil vistos para profissionais estrangeiros graduados ou que tenham obtido um mestrado nos Estados Unidos. O projeto entrou em vigor em 2005.

O programa de vistos H1B estabelece que os patrocinadores americanos devem pagar aos trabalhadores estrangeiros o salário vigente segundo seu campo de trabalho. Também devem demonstrar que os americanos qualificados não estejam sendo marginalizados para desempenhar a posição ocupada pelo estrangeiro.

A regulamentação exige que o empregado estrangeiro contratado tenha pelo menos um título universitário ou equivalente.