Sport bate Corinthians, leva Copa do Brasil e pega atalho à Libertadores

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Antes de fazer o Timão chorar, o Sport também apostou em seu “caldeirão” para eliminar outros “gigantes”

Em uma noite épica, o Sport coroou nesta quarta-feira, com uma vitória sobre o Corinthians por 2 a 0 na abarrotada Ilha do Retiro, uma campanha gloriosa para erguer o troféu da Copa do Brasil.

Depois de despachar Vasco, Internacional e Palmeiras durante a campanha, o clube pernambucano deu seqüência à fila para conquistar o segundo título mais importante de sua história (foi campeão brasileiro em 1987) e garantir uma vaga na próxima Libertadores.

Antes de fazer o Timão chorar, o Sport também apostou em seu “caldeirão” para eliminar outros “gigantes”. Foi em casa, por exemplo, que o time fez 4 a 1 no Verdão nas oitavas-de-final e 3 a 1 no Colorado nas quartas – os cariocas caíram no Rio, na semi. Neste ano, aliás, chegou a 17 o número de vitórias da equipe em 20 jogos na Ilha (três empates).

Os donos da casa precisaram rever a história corintiana de conquistas difíceis para chegar ao título. Antes de levar 3 a 1 no jogo de ida, no Morumbi, perdeu Romerito, o seu melhor jogador e artilheiro, no meio da preparação para as finais em função do contrato com o Goiás. E, quando o cotexto começou a ganhar contornos dramáticos, convocou a torcida em massa e trabalhou nos bastidores.

Durante a tarde chegou a ser denunciada a suposta venda para torcedores do Sport, por parte de um dirigente do clube, de ingressos destinados à torcida corintiana. Isso fez com que bem menos do que os esperados 3,2 mil corintianos entrassem nas arquibancadas, e o clube paulista se viu obrigado a instalar telões do lado de fora do estádio.

A pressão borbulhou dentro de campo, e foi lá que o time da casa começou a escrever um novo capítulo em sua história. A trajetória até o troféu seria brilhante para o Corinthians, rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro no ano passado e líder da atual segunda divisão com cinco vitórias em cinco jogos.

Mas o caminho percorrido pelo Sport em direção ao título não foi menos glorioso do que teria sido o do time paulista. A conquista surge um ano e meio ano após o retorno à elite do futebol brasileiro e em um momento em que o Rubro-negro ganhará mais destaque.

Com Romerito agora no apoio pelo lado de fora (ele esteve na concentração e participou da preleção), Nelsinho Batista mandou a campo uma formação tímida. Propagou o 4-3-3, mas entrou no 4-4-2.

E, ainda antes do intervalo, percebeu a apatia e a tendência corintianas para segurar o resultado e trocou Kássio por Enílton. Foi aí que o jogo, de fato, começou, apesar de o Sport ter registrado até 71% de posse de bola antes da substituição.

Carlinhos Bala e Luciano Henrique tiraram no primeiro tempo a vantagem do Corinthians e levaram a apreensão para a etapa complementar. Mano voltou do descanso com Acosta e Lulinha, sacando Diogo Rincón e Carlos Alberto, respectivamente.

As trocas deixaram um vão entre a defesa e o ataque dos visitantes, uma vez que Lulinha se posicionou mais à frente. O resultado disso foram os constantes contra-ataques para ambos os lados. E, por conseqüência, a administração do resultado por parte dos pernambucanos, que foram ainda beneficiados por expulsão de Wellington Saci e William. Aos 43min, Acosta teve a chance de marcar o gol do título, mas tentou driblar Magrão, se atrapalhou e perdeu o lance.