Sul da Flórida registra deflação pelo sexto mês seguido

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Índice de 1,8% em agosto foi o maior dos últimos 31 anos

Os preços ao consumidor no sul da Flórida estão em queda, no índice mais significativo dos últimos 31 anos. No mês de agosto, redução foi de 1,8%, puxado por taxas negativas da gasolina, moradia e vestuário.

Este foi o sexto mês seguido de deflação no país e outras metrópoles registraram índices ainda mais significativos: em Atlanta (Geórgia), por exemplo, os preços caíram 3,8%, enquanto que em Detroit (Michigan) a quada foi de 2,3%. A média nacional para o mês de agosto foi de 1,5% de redução nos preços em comparação ao período anterior.

“Estamos experimentando no sul da Flórida uma queda abrupta nos preços”, confirmou o economista Matthew Dotson, citando como exemplo o preço do galão da gasolina – acima de quatro dólares em 2008 e bem abaixo de três dólares agora. Vestuário, do mesmo modo, custa 14% a menos desde ano passado.

“Com a perda do poder aquisitivo da população, em virtude da desvalorização do Mercado imobiliário e do desemprego perto de 10%, a demanda do consumidor também foi afetada”, avaliou o economista Sean Snaith, professor da University of Central Florida.
Na região de Miami e Fort Lauderdale os preços caíram 0,3% em abril e 1,6% em junho e manticveram-se praticamente estáveis em julho. Trata-se de uma grande mudança em relação a 2008, quando os preços registraram queda de 5,8% em média, ou 2006, quando o índice passou de 6%.