Histórico

Suprema Corte de Miami suspende deportação de pais “indocumentados”

Medida abre precendentes e pode significar uma esperança para imigrantes que têm filhos nascidos nos EUA

Da redação
Uma decisão da Suprema Corte de Miami, na última quinta-feira, pode significar um rastro de esperança para imigrantes que vivem ilegalmente nos Estados Unidos e têm filhos nascidos no país.
A Justiça norte-americana suspendeu a deportação de um grupo de imigrantes que vivem irregularmente no país e são pais de meninos norte-americanos.
O processo foi ajuizado na Suprema Corte pelos filhos desses imigrantes. A causa não foi encerrada ainda; a Corte apenas aconselhou que a causa seja julgada como “petição extraordinária”.
Foi o primeiro caso no país no qual pais “indocumentados” conseguiram mais tempo para ficar nos Estados Unidos. Em centenas de casos anteriores, os imigrantes foram devolvidos aos seus países e as crianças ficaram nos Estados Unidos, sob cuidados de outros parentes ou amigos.
No caso dos ‘pais indocumentados’ de Miami, a causa foi defendida pela organização La Fraternidad Americana em nome de 600 menores norte-americanos, todos filhos de imigrantes ilegais. O processo conjunto abarca crianças de todo o país. Como petição extraordinária, o processo terá que ser comandado por um grupo especializado de advogados, o que demandará um custo maior. Os imigrantes estão recorrendo a várias campanhas para arrecadar a quantia de 50 mil dólares, o mínimo necessário para dar andamento à causa.
O processo na Suprema Corte já dura dez meses. A causa foi ajuizada contra o presidente George W. Bush, os Departamentos de Justiça e de Segurança Nacional (DHS) e contra o diretor do Escritório de Cidadania e Serviços de Imigração (USCIS), Emilio González.

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