TAM quer rotas internacionais saindo do Nordeste a partir de 2016

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Empresa considera três cidades: Fortaleza, Natal e Recife; decisão será tomada até o fim do ano após estudos de viabilidade e negociações com governos locais

TAM quer rotas internacionais saindo do Nordeste a partir de 2016

O grupo Latam (união da aérea chilena LAN com a brasileira TAM) planeja instalar um novo ponto de conexão de voos internacionais no Nordeste. Com a nova base, informa a Folha de S.Paulo, voos ao exterior ficarão mais curtos para quem parte da região. Hoje, é preciso fazer escala em Guarulhos (SP) para voar para outros países.

A empresa considera três cidades: Fortaleza, Natal e Recife. A decisão será tomada até o fim do ano após a conclusão de estudos de viabilidade e negociações com os governos locais. A ideia é que o ponto de conexão no Nordeste comece a funcionar em dezembro de 2016 e seja progressivamente expandido, com a inclusão de novos voos, até 2018.

Hoje, além de Guarulhos, o grupo tem pontos de conexão em Santiago (Chile) e em Lima (Peru). Em Brasília, a base de escalas é apenas para voos domésticos.

Com a iniciativa, a Latam planeja investir $1,5 bilhão (cerca de R$ 4,6 bilhões) a mais na operação brasileira nos próximos três anos, afirmou à Folha Cláudia Sender, presidente-executiva da TAM. O montante será somado aos R$ 13 bilhões de investimentos já anunciados no país no período. De acordo com ela, será uma realocação de investimentos do grupo, que manterá o mesmo plano de desembolsos, mas aumentará a fatia brasileira.

Critérios para escolha de cidades
A escolha da cidade que abrigará o novo ponto de conexão de voos dependerá das negociações com os operadores dos aeroportos e com os governos locais.”A conversa com os governos passará pela discussão sobre a cobrança de ICMS `Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços` e o compromisso de construção de vias de acesso”, afirmou.

Já com os operadores –Infraero no caso de Fortaleza e Recife e Inframérica em Natal–, será preciso avaliar a infraestrutura atual dos aeroportos e o plano de investimentos, para verificar se serão capazes de suportar o fluxo de passageiros no futuro, afirmou Sender.