Teoria da conspiração não convence

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Mentalmente perturbado e recém-liberado da prisão, Ali Agca disse que atentado ao Papa João Paulo 2º, ocorrido em 1981, foi planejado por cardeal católico do Vaticano

Depois de admitir que tinha conexão com um grupo palestino e, posteriormente, culpar o serviço secreto da Bulgária pela tentativa de assassinato do Papa João Paulo 2º, em 1981, o turco Mehmet Ali Agca, que atirou no líder católico, afirmou agora que a ordem para o crime partiu do próprio Vaticano. Agca ficou 29 anos na prisão e saiu este ano.

“O governo do Vaticano decidiu o assassinato do Papa. Planejaram e organizaram tudo. A ordem foi dada pelo primeiro-ministro do Vaticano, Cardeal Agostino Casaroli”, disse Agca, que foi avaliado como mentalmente desequilibrado desde a época do atentado.
A teoria de que Agca não agiu sozinho, porém, perdura até hoje, graças ao seu preparo militar. Ele tinha apenas 23 anos quando tentou matar João Paulo 2º, em 13 de maio de 1981, em Roma. Ele disparou quatro tiros e acertou três no papa, que atravessava a Praça São Pedro do Vaticano, em meio à multidão.