Trabalhadores do campo na mira da reforma imigratória

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Ainda não está claro se a proposta de reforma imigratória que será apresentada no Senado terá um acordo pronto sobre trabalhadores agrícolas. Este é o último ponto controverso nas negociações para um projeto de lei.

Durante os últimos quatros meses, os senadores Dianne Feinstein (democrata da Califórnia), Michael Bennet (democrata do Colorado), Marco Rubio (republicano da Flórida) e Orrin Hatch (republicano de Utah) mantiveram conversações com a União dos Camponeses e representantes de empresas agrícolas para regulamentar a disponibilidade de trabalhadores na indústria e suas condições de emprego.

A União dos Camponeses estima que o setor conta com 600 mil pessoas trabalhando com papéis e 1 milhão de indocumentados. Entre os princípios anunciados pelo Grupo dos 8, incluiu-se um caminho rápido para a legalização dos bóias-frias sem papéis.

Mas agora, quando se espera que os senadores apresentem uma proposta nos próximos dias, sindicatos e empresários agrícolas têm sérias diferenças em relação aos salários e o número de trabalhadores temporários que virão para os Estados Unidos no futuro.
Segundo fontes no Congresso, “já havia sido acordado que, para a determinação dos salários, seria utilizada uma fórmula que distinguisse entre diferentes especialidades na área, para ter um reflexo mais exato de cada categoria. Isto provavelmente baixará algumas classificações de salário. Esta foi uma concessão importante entregue aos sindicatos”, assegurou.

Fontes vinculadas às negociações confirmaram que outro dos pontos complexos é o número máximo de trabalhadores agrícolas permitidos em um programa temporário futuro. Até o momento, os grupos de empresários têm pedido que não haja um limite de pessoas que possam entrar no país, algo inaceitável para os sindicatos.