Três gerações de uma mesma família no Brazilian Voices

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História de Elita Freitas, que participa do grupo com a filha e a neta, é exemplo para comunidade

Várias são as razões que levam as mulheres ao Brazilian Voices: o simples prazer de cantar, a oportunidade de se reconectar à cultura brasileira mesmo vivendo distante da terra natal, a busca por amizades ou o desejo de soltar a voz num palco – entre muitos outros. O caso de Elita Freitas, pernambucana que mora há 12 anos na América, teve um pouco de tudo isso, mas também está marcado pela oportunidade de integrar o grupo para recuperar a alegria de viver. Em 2008, ele perdeu uma filha inesperadamente e, naturalmente, imaginou que jamais voltaria a sorrir novamente.

“De um dia para o outro a vida perdeu o colorido. Foi tudo muito inesperado, pois a minha filha Priscilla sequer estava doente”, lembra Elita, emocionada. No entanto, depois da experiêcia com o Brazilian Voices, ela é uma nova pessoa. “Às vezes me pego sorrindo, feliz. É claro que a dor não passa, mas devo muito da minha atual felicidade a esse grupo de mulheres maravilhosas”, acrescenta a brasileira.
Elita entrou para o grupo através de uma audição, no ano passado. Convenceu a filha Tatiana a ir com ela e, hoje, as duas integram o maior coral brasileiro de vozes nos Estados Unidos. E e a neta, Gabrielle, filha de Tatiana, também faz parte do Brazilian Voices Kids – ou seja, três gerações de uma mesma família conectadas pela música brasileira.

“A alegria com que Elita participa dos ensaios e colabora com todos é um bálsamo para quem achava que não conseguiria mais fazer muito nos EUA”, descreve Loren Oliveira, uma das diretoras-fundadoras do Brazilian Voices. No próximo dia 29 de agosto, haverá uma nova audição para selecionar novas cantoras, num ano especial para o grupo: um dos objetivos da temporada é produzir um CD para concorrer ao Grammy. “Para quem acha que não tem voz ou não leva jeito para música, vale a pena participar da audição e descobrir que alegria é único ingrediente necessário para começar a cantar”, completa Loren.