Tribo da Amazônia é acusada de canibalismo

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Índios teriam assassinado e comido partes do corpo de fazendeiro

Quatro índios da etnia Kulina estão sendo procurados, suspeitos do assassinato de um fazendeiro no município de Envira, a pouco mais de mil quilômetros de Manaus, no Amazonas. O crime chamou mais a atenção, inclusive da imprensa estrangeira, porque há indícios que após esquartejarem o rapaz, de 21 anos, os índios teriam participado de um ritual de canibalismo e chegaram a comer partes do corpo da vítima. Os suspeitos estão foragidos, na mata densa da região.

As autoridades locais não realizaram qualquer ação para prender os índios, pois a legislação não permite a entrada de policiais na tribo, onde vivem cerca de 190 famílias kulina. O fazendeiro morto seria amigo da comunidade indígena e teria sido convidado para visitar a tribo. O delegado de Envira, sargento José Carlos Corrêa, criticou a Fundação Nacional do Índio (Funai), por não ter se manifestado sobre o caso. “Ningué da Funai está acompanhando o caso, que é grave e requer todo um cuidado”, disse.

Por sua vez, o órgão nega que tenha havido um ritual de canibalismo. “Não existe a prática de antropofagia entre os povos indígenas no Brasil contemporâneo. A única informação a respeito deste costume data do período colonial. Em relação ao assassinato de Océlio Alves Carvalho por quatro indígenas da etnia Kulina da aldeia Cacau, não se pode afirmar que houve tal prática”, diz o comunicado emitido pela Funai.

Há comentários que o crime tem relação ao alto consumo de bebidas alcoólicas por parte dos índios. O assunto foi destaque no site da CNN e em vários outros veículos de comunicação ao redor do mundo.