Tropas americanas no Afeganistão ganham reforço

0
533

Obama autoriza envio de mais 17 mil soldados para o front

Como já havia indicado durante a campanha que o levou à Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considera prioridade de seu governo o reforço do contingente das Forças Armadas no Afeganistão. Ao mesmo tempo em que acelera a retirada das tropas da impopular guerra do Iraque, o líder americano acredita que a milícia Taliban está se reforçando naquele país e há indicações da atuação de membros da rede Al Qaeda na região. Para combater a ação dos extremistas, Obama autorizou o envio de milhares de militares ao Afeganistão nos próximos meses.

Segundo funcionários do Pentágono, 17 mil soldados serão mandados para o Afeganistão nos próximos meses, o que elevaria a presença de americanos nesta guerra para 60 mil militares. Obama disse que a situação no Afeganistão parece estar piorando, e a solução pode exigir algo além da força militar. “Há muitas preocupações sobre um conflito que já dura bastante tempo e que na verdade parece estar se deteriorando a esta altura”, afirmou o presidente.

Ele, no entanto, está convencido de que não se pode resolver o problema do Afeganistão e as ramificações do terrorismo apenas por meios militares. “Teremos de usar a diplomacia e o desenvolvimento. Minha esperança é que optemos por uma estratégia abrangente”, conclui Obama, cujo antecessor elegeu como prioridade de governo a guerra no Iraque.

ONU confirma aumento de mortos

O número de civis afegãos mortos em conflitos em 2008 alcançou um recorde de 2.118 pessoas, um aumento de 40% em relação ao ano anterior, segundo relatório divulgado hoje pela Organização das Nações Unidas (ONU). O documento aponta que os insurgentes foram responsáveis por 55% dessas mortes. Tropas dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) mataram 829 civis, ou 39% do total. Dessas, 552 mortes foram atribuídas a ataques aéreos. A equipe da ONU afirma que cerca de 130 pessoas foram mortas em fogo cruzado e, por isso, não foi possível determinar quem exatamente foi responsável por essas mortes.