Tropas dos EUA deixam o Iraque até 2011

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Acordo foi fechado entre o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, e a Casa Branca

O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, anunciou que seu governo e Washington chegaram a um acordo para a retirada das tropas estrangeiras do país até 2011. Maliki disse ainda que não haverá acordo com os Estados Unidos a menos que seja incluído um “prazo específico” para a saída das tropas americanas do Iraque.

“Houve um acordo entre os dois lados de que não haverá soldados estrangeiros no Iraque depois de 2011”, afirmou o premiê em um comunicado divulgado por seu gabinete.  De acordo com o premiê, a decisão de retirar todas as tropas do território iraquiano nos próximos dois anos ainda precisa da aprovação do Parlamento em Bagdá. 

O texto prevê que em junho de 2009 nenhum soldado permaneça em áreas urbanas. Além disso, os militares americanos gozariam de certo grau de imunidade sob a lei iraquiana. Estariam imunes, por exemplo, a condenações em processos judiciais em bases militares ou durante operações, disse o porta-voz iraquiano. Todos os outros casos seriam tratados por um comitê judicial conjunto.

Autoridades dos Estados Unidos, porém, afirmam que o acerto foi , na verdade, um esboço de acordo. Na semana passada, funcionários americanos e iraquianos disseram que os dois lados concordaram com um cronograma que incluía uma grande retirada das forças de combate até o fim de 2011. Depois disso permaneceria no país uma força americana menor, para treinar e aconselhar as forças locais.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, resiste a um cronograma para a retirada das tropas. Isso apesar das pressões de sua própria nação, com as mortes de soldados e o desânimo com o destino do conflito, iniciado em 2003. Recentemente, porém, a administração Bush passou a aceitar “horizontes de tempo” para a saída.