Estados Unidos

Trump faz alertas sobre Colômbia, México e Groenlândia

As afirmações presidenciais geraram preocupação entre governos latino-americanos e europeus

Especialistas em política externa alertam para o risco de deterioração das relações diplomáticas e para possíveis impactos negativos sobre mecanismos de cooperação regional (Foto: Reprodução Youtube)
Especialistas em política externa alertam para o risco de deterioração das relações diplomáticas e para possíveis impactos negativos sobre mecanismos de cooperação regional (Foto: Reprodução Youtube)

Após a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na captura de Nicolás Maduro, o presidente Donald Trump admitiu a possibilidade de uma ação semelhante contra a Colômbia. Em declarações à imprensa, afirmou que o país sul-americano enfrenta um grave problema ligado ao narcotráfico e chegou a sugerir que uma operação militar no território colombiano “soaria bem”, indicando que tal possibilidade seria aceitável ao associar o tema à segurança nacional dos Estados Unidos. As afirmações presidenciais — que também envolveram México e Groenlândia — geraram preocupação entre governos latino-americanos e europeus, que veem nas falas uma retórica de viés intervencionista.

Diferentemente do caso colombiano, não houve ameaça direta de ação militar contra o México. Trump ressaltou que “algo precisa ser feito” para conter o fluxo de drogas que entram em território americano pela fronteira sul, responsabilizando os cartéis mexicanos pela crise do fentanil e pelo aumento das mortes por overdose nos EUA. O discurso reforça a pressão política sobre o governo mexicano para intensificar o combate ao narcotráfico e ampliar o controle fronteiriço. Autoridades mexicanas reagiram com cautela, defendendo a cooperação bilateral e o diálogo diplomático como caminhos mais eficazes para enfrentar o problema.

Ao falar sobre a Groenlândia, território autônomo sob administração do Reino da Dinamarca, o republicano ressaltou que a ilha possui caráter estratégico para a segurança nacional dos Estados Unidos. As declarações foram rapidamente rejeitadas pelo primeiro-ministro da Groenlândia, que enfatizou que o território não está à venda e criticou a recorrência do discurso americano. O governo dinamarquês reiterou que qualquer discussão sobre o futuro da ilha deve respeitar a autodeterminação de seus habitantes.

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