Um balde de água fria para os indocumentados

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Vice-presidente Joe Biden acredita que será difícil aprovar reforma imigratória durante a crise

Apesar de o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, garantir que a questão da reforma imigratória será analisada no seu primeiro ano de governo, o vice-presidente da nação, Joe Biden, afirmou que é muito difícil que uma mudança na lei seja aprovada durante a crise na economia, que só deve desaparecer em 2010. “Fica complicado pedir a um parlamentar que lute pela legalização de 12 milhões de imigrantes e pelo fim das deportações, enquanto a economia dá sinais de fraqueza, com pessoas perdendo o emprego e suas casas”, disse Biden, em uma conferência com líderes da América Central.

Para ele, o momento não é o ideal para se apresentar no Congresso um projeto de lei que englobe caminhos para a regularização dos indocumentados. Biden admitiu que a atual administração já discute a situação dos imigrantes e todos no governo acreditam que o problema só será resolvido com uma ampla reforma do sistema. Por isso, ele não admite a extensão de programas de trabalhadores temporários ou qualquer outra solução paliativa. “Precisamos apenas de alguma tolerância de ambas as partes até que as mudanças possam ser negociadas no legislativo”, resumiu.

O medo de Biden é que, em épocas de recessão, o projeto seja atacado no Congresso exatamente como aconteceu em 2007, quando os senadores americanos – em especial os do partido republicano – descartaram o debate sobre mudanças antes mesmo da votação no plenário. O vice-presidente espera que em 2010, com a economia em crescimento no país, o terreno esteja mais fértil para a reforma.