Um Obama emocionado consola Boston

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O presidente Barack Obama disse na quinta-feira (18) que o país está ao lado da cidade depois dos ataques terroristas

Num discurso forte e encorajador durante uma cerimônia ecumênica realizada na Catedral da Santa Cruz, Obama disse que ele se juntou às pessoas para “rezar, velar e ponderar sobre nossas perdas. Vim também para reafirmar que o espírito desta cidade é destemido e o espírito deste país permanecerá intacto”.

“Estou aqui em nome do povo americano com uma simples mensagem: Cada um de nós foi tocado por este ataque em nossa amada cidade. Cada um de nós está ao lado de vocês”, afirmou.

Três pessoas morreram e mais de 170 ficaram feridas quando dois artefatos explosivos foram detonados perto da linha de chegada da Maratona de Boston, por volta das 2:50 pm de segunda-feira (15). Uma enorme investigação está sendo feita, mas ainda não foram feitas prisões dos responsáveis.

No final do discurso, as 2,000 pessoas ficaram tocadas e fizeram uma grande ovação ao presidente. A multidão depois se juntou para cantar “America the Beautiful.”

Obama prometeu que os culpados serão encontrados e punidos. E aproveitou para elogiar aqueles que se prontificaram a socorrer as vítimas depois das explosões, demonstrando que as intenções do terrorista não prevaleceram. Aproveitou para enviar uma mensagem de esperança aos feridos.

“Nossas preces estão com os feridos ” muitos deles, com gravidade. De seus leitos, alguns com certeza devem estar nos assistindo. Se vocês estiverem, saibam de uma coisa: vocês começaram sua longa jornada pela recuperação, sua cidade está com vocês. Seu país está com vocês. Estaremos com vocês quando vocês ficarem em pé e voltarem a caminhar e, sim, correr novamente. Disto não tenho dúvida. Vocês correrão novamente”,

E garantiu, juntamente com o governador de Massachusetts, Deval Patrick, que a Maratona de Boston não será extinta. Ela continuará sendo realizada nos mesmos moldes, seguindo o mesmo trajeto.
Identificados dois suspeitos
A polícia identificou dois suspeitos pelos atentados a bomba na Maratona de Boston, segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana nesta quinta-feira (18). Segundo as autoridades, os dois carregavam sacos pretos em cada um dos locais onde aconteceram as duas explosões, a um quarteirão de distância um do outro.
Segundo uma fonte, as autoridades devem divulgar as imagens nesta quinta-feira (18) para pedir ao público ajuda na identificação da dupla. A mesma fonte disse ao jornal The Boston Globe que os suspeitos foram identificados a partir de câmeras de segurança.
A edição desta quinta-feira do tabloide norte-americano New York Post divulgou uma imagem onde supostamente aparecem dois suspeitos dos atentados.

Segundo a publicação, as imagens estão circulando entre policiais para ajudar na localização dos dois. Porém, não há confirmação oficial de que os homens nas imagens são suspeitos.

Ainda de acordo com a publicação, um deles estava levando uma mochila preta no dia dos ataques. O jornal afirma que as autoridades sabem as identidades dos dois suspeitos, mas que não tinham evidências para detê-los no dia das explosões.

Na segunda-feira (15), duas bombas detonadas próximas da linha de chegada da maratona deixaram três mortos e mais de 170 feridos. Muitos sobreviventes das explosões sofreram amputações, e 17 continuam internados em estado grave.

As autoridades suspeitam que as bombas tenham sido preparadas com pólvora e objetos metálicos colocadas dentro de panelas de pressão.

Instruções sobre como fazer bombas usando panelas de pressão foram publicadas há três anos na revista on-line Inspire, ligada à Al Qaeda, segundo informações divulgadas pelo jornal americano USA Today. O artigo leva o nome de “Como fazer uma bomba na cozinha da sua mãe”.


Um brasileiro em meio ao drama: ‘Parecia cena de filme’

Assim descreveu o brasileiro Edilberto Batista Trindade, que estava a poucos metros da explosão da primeira bomba que atingiu o centro de Boston, a cena após o atentado. Edilberto estava a um quarteirão da linha de chegada quando viu e ouviu a primeira explosão. “De repente, as pessoas que estavam quase chegando começaram a voltar e aí foi um caos”, comentou Trindade.

Assim que a primeira bomba foi ouvida, a polícia começou a fechar a região. Ele e mais um grupo de maratonistas que participavam em nome de um clube de escoteiros ficaram “presos” em um hotel na região até por volta das 8pm. “Eles também cortaram o sinal de celular, só consegui falar com minha esposa horas depois, por mensagem de texto”, disse Edilberto.

O filho de Edilberto e outros escoteiros também participavam da prova mas não estavam com ele na hora das explosões. Os jovens pararam a maratona antes.

Ele lembra que durante o corre-corre viu muita gente sendo pisoteada e pessoas ensanguentadas. “Ajudei no que pude, vi gente que perdeu a perna, foi horrível, mas a polícia chegou logo e tomou o local”, concluiu.