Utah altera lei e ajuda imigrantes indocumentados

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Ativistas dos direitos pró-imigrantes comemoram esta semana algumas mudanças em uma lei estadual em Utah que previa a prisão de imigrantes indocumentados. O juiz distrital Clark Waddoups emitiu, na quarta-feira (18), uma medida afirmando que os policiais não precisam averiguar a situação imigratória de quem for parado por causa de infração de trânsito e ou em casos de crimes de menor relevância.

A medida altera a lei estadual datada de 2011 e implementada em 2012, que dava poderes à polícia de, não só exigir a comprovação da situação imigratória de quem fosse parado, mas também deter essas pessoas até que o serviço de imigração fosse chamado.

Waddoups também fez outra mudança que trouxe muita alegria aos indocumentados em Utah. A partir de agora, pedidos de busca e apreensão de pessoas baseados apenas na suspeita de que o imigrante é indocumentado, não podem mais ser feitos. Abrigar um indocumentado também não é mais crime um estadual em Utah.

As mudanças foram feitas depois de mais de um ano entre reuniões e audiências públicas com ativistas e imigrantes. A medida ainda dependem da revisão da corte.

Os ativistas esperam que outros estados americanos que já aprovaram leis consideradas anti-imigrantes sigam o exemplo de Utah. Juízes em estados como Indiana, South Carolina, Georgia e Alabama também assinaram medidas similares a de Waddoup bloqueando leis estaduais que poderiam trazer muitas dificuldades aos imigrantes indocumentados.

Um porta-voz do governador de Utah, o republicano Gary Herbert, afirmou que a medida assinada pelo juiz seria revista, principalmente para determinar o impacto na lei aprovada em 2011.

O ativista Tony Yapias, diretor do Proyecto Latino de Utah, aprovou a atitude do Waddoups, mas acredita que a solução final para o problema só viria em caso de um reforma imigratória no âmbito federal. Na sua opinião, sem a ação do juiz, a lei de 2011 poderia se tornar um problema racial.

Um dos senadores estaduais autores da lei, a senadora republicana Margaret Dayton, disse que não estava surpresa, mas estava desapontada com a decisão que barra alguns pontos da lei que ela ajudou a aprovar. “Pelo menos a maior parte da lei continua intacta. Nós, em Utah, tivemos que agir porque o governo federal não esta fazendo a sua parte”, disse ela à imprensa local.