Vasco e Timão são punidos com quatro perdas de mando

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Vasco e Corinthians não terão mais de jogar com portões fechados no Campeonato Brasileiro. Porém, as equipes terão de fazer mais partidas longe de casa. Serão quatro rodadas com mando de campo realizadas a mais de 100 km de suas respectivas cidades, em locais a serem determinados pela CBF. Este foi o resultado do julgamento dos recursos de ambos os clubes, cujos torcedores brigaram nas arquibancadas do Estádio Mané Garrincha, no empate em 1 a 1, no dia 11 de agosto. Realizado na tarde desta quinta-feira (19), no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o plenário foi comandado por seu presidente Flávio Zveiter.

As multas de R$ 50 mil, para o clube carioca, e R$ 80 mil, para o paulista, foram mantidas. Os envolvidos foram inicialmente punidos com dois jogos sem venda de ingresso e outros dois apenas com torcida visitante presente, mas sem deixar seus estádios. A decisão foi inédita no país e usou precedente internacional, o que causou revolta nos advogados. Dias depois, tiveram concedido efeito suspensivo e a pena foi reduzida para duas partidas com portões fechados. Agora, foi batido o martelo com nova modificação.

Assim, o Vasco só poderá voltar a jogar em São Januário ou no Maracanã na 32ª rodada, contra o Coritiba, no dia 3 de novembro. Já o Corinthians retorna ao Pacaembu um pouco depois: na 33ª, contra o Fluminense, no dia 10 do mesmo mês. Pela Copa do Brasil, no entanto, os ganchos não valem. Contra Goiás e Grêmio, respectivamente, pelas quartas de final, poderão usar seus estádios e terão o apoio da torcida normalmente.

João Zanforlin, advogado do Corinthians, explicou que oficialmente os clubes não darão mais suporte às organizadas, através de medida apressada pela gravidade do caso envolvendo Vasco e Corinthians. “Em São Paulo está sendo assinado o Termo de Ajuste de Comportamento com o Ministério Público, dizendo o seguinte: nós não ajudamos, não damos nada para a torcida. Nem ônibus, nem ingresso. E o clube oficialmente diz que não ajuda torcida nenhuma. Até porque o faturamento que a Gaviões da Fiel tem hoje, tem muita empresa aí que não consegue ter”, concluiu o advogado.