Wall Street Journal: Reforma imigratória ainda não está morta

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Jornal lista três razões pelas quais a Câmara pode votar ainda este ano a nova lei já aprovada no Senado

O jornal The Wall Street Journal publicou hoje (7) uma matéria listando três razões pelas quais a reforma imigratória ainda não morreu na Câmara (House of Representatives) dominada pelos republicanos

A matéria diz que as chances de uma mudança radical nas leis imigratórias num ano de eleições são pequenas, mas não são nulas.

Segundo o WSJ, conversas mantidas entre membros do legislativo e do governo em todos os níveis sugerem que as chances aumentaram um pouco mais durante a semana que passou, e no próximo mês o melhor prognóstico pode se confirmar.

O jornal lista três razões principais para não declarar ainda a morte da reforma no Congresso. A primeira é que o líder da maioria e Speaker of The House, John Boehner rompeu o silêncio e declarou abertamente que deseja fazer alguma coisa a respeito do assunto ainda este ano.

Ele demonstrou essa disposição com uma declaração no final de abril, durante um encontro com a bancada republicana em Ohio, quando zombou dos correligionários, afirmando que eles teriam medo de lidar com o assunto. A declaração serviu pelo menos para demonstrar que o assunto ainda faz parte da pauta.

Também é verdade, afirma o WSJ, que Boehner e seus colegas de partido desejam lidar com a questão de forma diferente que a tratada pelo Senado ou pelo governo Obama. A abordagem republicana na Câmara é de tratar da questão ponto a ponto, e não de forma abrangente.

A segunda razão pela qual ainda há esperança de uma reforma imigratória é o fato de que o caminho mais difícil da campanha pelas primárias já está chegando ao fim. Os que defendem a reforma apostam em melhores chances para ela depois das primárias. Isso porque os parlamentares republicanos já estarão livres da pressão anti-imigratória das bases. As grandes primárias de terça-feira (6) em North Carolina, Indiana e Ohio já passaram, com ganhos significativos dos moderados do partido.

A terceira razão, ainda de acordo com o WSJ, vem do mundo dos negócios, que deseja ardentemente a reforma para que um novo sistema torne mais fácil para as empresas encontrarem a mão de obra de que precisam. Líderes influentes devem começar a frequentar a Câmara com mais regularidade que o comum, na esperança de que ele aja ainda em 2014.