Yoani Sánchez pede ajuda a Dilma Rousseff para visitar o Brasil

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Ela quer assistir a um documentário do brasileiro Dado Galvão em 10 de fevereiro

A dissidente cubana Yoani Sánchez solicitou a intermediação da presidente Dilma Rousseff para que as autoridades de Havana lhe concedam autorização para viajar ao Brasil, através de uma carta enviada dias antes de a mandatária visitar a ilha, confidenciou um porta-voz oficial nesta terça-feira.

Sánchez, conhecida mundialmente por seu premiado blog “Generación Y” e que espera autorização para assistir no Brasil à apresentação de um documentário sobre direitos humanos, entregou a carta à Embaixada do Brasil em Havana na sexta-feira passada, segundo confirmou em sua conta de Twitter.

“Recebemos a carta e estamos encaminhando à presidente Dilma”, assinalou uma fonte da chancelaria brasileira à agência noticiosa AFP, abstendo-se de antecipar se haverá alguma resposta por parte da governante.

A dissidente cubana divulgou em 17 de janeiro uma declaração pública solicitando a Rousseff “que intercedesse” perante as autoridades cubanas para que lhe permitam viajar ao Brasil para a apresentação do documentário “Conexão Cuba-Honduras” do brasileiro Dado Galvão, em 10 de fevereiro.

O governo brasileiro, por sua vez, declarou não ter recebido nenhum pedido formal de Sánchez, reconhecida por sua atividade contra o governo cubano. Sánchez formalizou seu pedido uma semana antes de Dilma Rousseff realizar uma viagem oficial a Cuba, que marcará seu primeiro giro internacional do ano, que também inclui o Haiti.

No Brasil, o cineasta Galvão realiza uma campanha através das redes sociais da internet para apoiar a viagem da dissidente, e a intervenção de Rousseff no tema. A ação inclui um pedido aos internautas para que substituam a foto de seu perfil no Facebook pela de Rousseff sendo interrogada pelos militares quando integrava uma guerrilha que se opôs à ditadura brasileira nos anos 70.

Em sua declaração pública, Yoani Sánchez disse temer que o governo cubano lhe negue a autorização, pela décima-nona vez em quatro anos, para sair da ilha e atender a um convite internacional.

Dirigindo-se a Dilma Rousseff, ela escreveu: “Se você me auxiliar no sentido de recuperar meu direito a viajar e a regressar, estaria estabelecendo um precedente que ajudará a abolir definitivamente as restrições imigratórias que afetam tantas pessoas em Cuba”.