Imigração

Governo Trump mobiliza 7 mil novos agentes do ICE para ampliar deportações

Mais de meio milhão de imigrantes sem documentação foram detidos no ano passado, resultado de cerca de 1.200 prisões por dia

Além das denúncias sobre condições nos centros de detenção, especialistas questionam a rapidez no treinamento dos novos agentes, reduzido de 72 para 42 dias (Foto: Gulbenk/Wikimedia)
Além das denúncias sobre condições nos centros de detenção, especialistas questionam a rapidez no treinamento dos novos agentes, reduzido de 72 para 42 dias (Foto: Gulbenk/Wikimedia)

O diretor executivo do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), Tom Homan, declarou que cerca de 7 mil novos agentes estão sendo mobilizados para diferentes cidades do país, em uma das maiores expansões operacionais da agência nos últimos anos. A medida faz parte da estratégia da Casa Branca para acelerar detenções, ampliar centros de custódia e aumentar o número de deportações em massa em território americano.

O “czar da fronteira” também anunciou que o ICE prendeu mais de meio milhão de imigrantes sem documentação no ano passado, resultado de cerca de 1.200 prisões por dia. A meta é remover até 1 milhão de imigrantes por ano fiscal. A ampliação da força-tarefa ocorre paralelamente ao crescimento da estrutura de detenção.

Segundo o The Washington Post, documentos internos indicam que a administração estuda transformar galpões industriais e armazéns em centros temporários para imigrantes detidos, elevando a capacidade do sistema para cerca de 100 mil pessoas.

Parte da nova estratégia inclui acordos do ICE com policiais estaduais e municipais permitindo que eles auxiliem diretamente em ações migratórias, incluindo detenções e checagem de status imigratório. Esse tipo de convênio saltou de 135 para mais de 1.400 em todo o país desde o retorno de Donald Trump à presidência.

Paralelamente à expansão das operações, o governo enfrenta críticas de organizações de direitos humanos, entidades pró-imigrantes e setores do Partido Democrata. Relatórios recentes apontam denúncias de superlotação, uso excessivo da força e precariedade em centros de detenção.

Com informações do The Washington Post.

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