O diretor executivo do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), Tom Homan, declarou que cerca de 7 mil novos agentes estão sendo mobilizados para diferentes cidades do país, em uma das maiores expansões operacionais da agência nos últimos anos. A medida faz parte da estratégia da Casa Branca para acelerar detenções, ampliar centros de custódia e aumentar o número de deportações em massa em território americano.
O “czar da fronteira” também anunciou que o ICE prendeu mais de meio milhão de imigrantes sem documentação no ano passado, resultado de cerca de 1.200 prisões por dia. A meta é remover até 1 milhão de imigrantes por ano fiscal. A ampliação da força-tarefa ocorre paralelamente ao crescimento da estrutura de detenção.
Segundo o The Washington Post, documentos internos indicam que a administração estuda transformar galpões industriais e armazéns em centros temporários para imigrantes detidos, elevando a capacidade do sistema para cerca de 100 mil pessoas.
Parte da nova estratégia inclui acordos do ICE com policiais estaduais e municipais permitindo que eles auxiliem diretamente em ações migratórias, incluindo detenções e checagem de status imigratório. Esse tipo de convênio saltou de 135 para mais de 1.400 em todo o país desde o retorno de Donald Trump à presidência.
Paralelamente à expansão das operações, o governo enfrenta críticas de organizações de direitos humanos, entidades pró-imigrantes e setores do Partido Democrata. Relatórios recentes apontam denúncias de superlotação, uso excessivo da força e precariedade em centros de detenção.
Com informações do The Washington Post.
