Ainda sem acordo, mas republicanos acenam com negociações

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O presidente Obama e os republicanos da Câmara não chegaram a um acordo mas mantiveram as conversações abertas

DA REDAÇÃO COM NYT – O presidente Obama e os republicanos da Câmara dos Deputados falharam ao não chegar a um acordo para autorizar o empréstimo à nação por seis semanas de extensão durante a reunião na quinta-feira (10) na Casa Branca, mas as duas partes continuam conversando, e a oferta dos republicanos foi vista como um passo inicial em direção ao impasse do orçamento.

Em declarações após o encontro, os republicanos descreveram a reunião com Obama como “uma conversa útil e produtiva”, enquanto a Casa Branca afirmou ter sido “uma boa reunião, embora nada tenha sido determinado” sobre a oferta dos republicanos.

Vinte republicanos, liderados pelo presidente da Câmara John A. Boehner (foto), foram à Casa Branca a convite de Obama um dia depois de afinar a sua proposta de aumentar a autoridade do Departamento do Tesouro a pedir dinheiro emprestado para pagar as obrigações existentes até o dia 22 de novembro. O governo deve alcançar seu limite de empréstimo na próxima semana. Em contrapartida, eles querem um compromisso do presidente em negociar um acordo de longo prazo para redução do déficit e a reforma tributária.

O presidente “não disse nem sim nem não”, revelou o deputado Paul D. Ryan, republicano do Wisconsin e presidente do Comitê de Orçamento da Câmara. Ele acrescentou: “Concordamos em continuar conversando e negociando”.

A oferta dos republicanos da Casa representou um avanço potencialmente significativo. Mesmo que os democratas tenham visto falhas com a proposta dos republicanos — por exemplo, evitaria o secretário do Tesouro de se envolver em manobras contábeis para evitar o potencial default —, o aceno foi interpretado como um lance inicial na dança legislativa para alguma resolução antes de o governo romper o limite da dívida na próxima quinta-feira. Antes mesmo do encontro, a Casa Branca e seus aliados democratas no Congresso estavam declarando vitória com a evidência de que os republicanos — sofrendo muito nas pesquisas, e pressionados pelos aliados empresariais e doadores para não provocar um default do governo — estavam em busca de uma saída para o impasse.