Aliviado, brasileiro de Deerfield Beach quer usar seu caso para alertar comunidade

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Acusações contra Roberth de Jesus e a mãe por venda de anticoncepcionais foram suspensas

O drama vivido pelo brasileiro Roberth de Jesus “que foi preso com a mãe em Pompano Beach, no dia 6 de outubro, pela venda ilegal de anticoncepcionais “durou pouco mais de um mês, mas chegou ao fim esta semana com a retirada das acusações que poderiam levar a dupla à uma condenação de até 15 anos de prisão. O caso, que aconteceu mais por falta de conhecimento das leis e por uma dose de ingenuidade, serve de lição para toda a comunidade: neste País é necessário conhecer a legislação para não cometer pequenos delitos aparentemente inocentes, mas que muitas vezes são crimes de consequências graves.

Tudo começou quando Roberth colocou um anúncio no AcheiUSA para vender algumas cartelas de Ciclo 21, pílulas anticoncepcionais muito populares na comunidade, com o intuito de ganhar um dinheiro extra. O medicamento foi trazido pela mãe, Célia Pritchard, que havia chegado dias antes do Brasil. Um policial à paisana encomendou as pílulas e prendeu os brasileiros em flagrante quando foi receber a mercadoria, na esquina da Sample com a Federal Highway.

“Eram mais de 15 policiais em sete viaturas e, pelo aparato, eles esperavam encontrar um traficante de drogas”, lembra Roberth, que mora em Deerfield Beach. Algemados, mãe e filho só foram autorizados a dar um telefonema a um amigo para buscar o cachorro da família, que estava com eles. Graças a isso, a noiva de Roberth, Fernanda, conseguiu se mobilizar para conseguir o dinheiro da fiança. “Passamos apenas uma noite na prisão, mas é uma experiência que não desejo a meu pior inimigo”, diz o brasileiro.

Começava aí a segunda batalha dos dois. Eles contrataram o serviço do escritório de advocacia de Tom O’Conell para se livrar das acusações de crime de 3º grau e receberam, esta semana, a notícia de que o processo foi suspenso, sem sequer a necessidade de comparecimento em Corte. “Acho que a promotoria percebeu que não houve má-fé, mas realmente um desconhecimento das leis”, calcula Roberth. Nunca é demais lembrar que no Brasil as pílulas anticoncepcionais são vendidas em farmácias, sem a necessidade de prescrição médica, diferentemente dos Estados Unidos, que exigem uma licença especial para este tipo de comércio.

Feliz, Roberth ” que não fuma e jamais usou drogas “quer usar sua experiência neste incidente para alertar a comunidade sobre o perigo da venda ilegal de pílulas e remédios para emagrecer. “Tenho ligado para as pessoas que anunciam no AcheiUSA, pois muitas vezes eles não sabem da gravidade deste ato”, ressalta o brasileiro.