Ambientalistas criticam demissão da ministra

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Marina Silva é respeitada em todo mundo e decisão “mostra atraso do país” nessa questão

Na opinião do diretor de campanhas do Greenpeace no Brasil, Marcelo Furtado, a saída da ministra Marina Silva  da pasta do Meio-ambiente foi uma sinalização desastrosa da posição brasileira para a comunidade internacional. “Ou a Marina ganhava a cabeça do presidente Lula e mostrava que a agenda ambiental é positiva ou não ganhava. Lula apenas adotou o discurso ambientalista, mas a prática é do desenvolvimento a qualquer custo”, criticou o ambientalista, que classificou a decisão de emblemática a respeito do atraso do país nessa questão.

Outro crítico da posição do governo é o professor da London School of Economics (LSE), Anthony Hall, para quem a saída de Marina afeta a imagem que o mundo tem do Brasil no que diz respeito às questões ambientais. “Eu acho que a saída dela vai ser interpretada como um enfraquecimento da preocupação do governo com o meio ambiente e com a conservação da floresta”, afirmou Hall, especialista em desenvolvimento sustentável e pesquisador de questões ligadas à floresta amazônica há mais de 20 anos.

As razões do pedido de demissão não foram não foram totalmente esclarecidas. Apesar de alegar que havia resistências à sua pasta, Marina pode ter saído em conseqüência da nomeação de Roberto Mangabeira Unger, ministro da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, para a coordenação do Plano Amazônia Sustentável (PAS), lançado oficialmente no último dia 8, no Palácio do Planalto.