Ambientalistas, os novos ‘inimigos’ dos imigrantes nos Estados Unidos

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Imigração e crescimento populacional são incompatíveis com projeto de sustentabilidade

Os imigrantes, que há anos estão lutando por um sistema de imigração justo nos Estados Unidos e muitas vezes enfrentam o preconceito da sociedade americana, não precisavam de mais um revés. Agora, até mesmo os ecologistas dizem que a chegada indiscriminada de estrangeiros ao país provoca impacto negativo no meio ambiente. Segundo um estudo publicado por um acadêmico da Universidade do Colorado, a imigração é o principal fator que impulsiona o crescimento populacional nos EUA. “E esse contínuo aumento da população é incompatível com um projeto de sustentabilidade”, disse o professor Philip Cafaro, que defende a redução dos níveis atuais de imigração.

Cafaro, em artigo escrito para o Centro de Estudos de Imigração, afirmou que a América não suporta a chegada de um milhão e meio de estrangeiros a cada ano. “Isso elevaria a população do país a 700 milhões de pessoas no final deste século, o que representa mais do dobro do que temos hoje”, prevê o especialista. Para ele, o poder público deve decidir entre permitir a imigração desenfreada e criar uma sociedade sustentável. “Obviamente ainda não encontramos ainda uma forma de criar uma sociedade sustentável com 300 milhões de pessoas, então o que dizer de uma população três vezes maior”, finalizou o ambientalista.

Os ativistas, no entanto, rechaçam as afirmativas de Cafaro. Para Miguel de la Torre, também professor universitário, estes argumentos apenas reforçam a fobia contra os estrangeiros e são usados constantemente por grupos antiimigrantes. “É muito fácil colocar a culpa nos indocumentados, mas ninguém fala da responsabilidade que as políticas dos EUA têm em criar o fenômeno imigratório. Posso até admitir que a entrada ilegal de imigrantes altera a ecologia do país, pois quem chega pelo México, por exemplo, atravessa um deserto e cria trilhas antes inexistentes. Mas estamos falando também de respeito e dignidade com o ser humano e é isso que buscamos com uma reforma imigratória justa”, disse o acadêmico da Universidade de Denver.

Um apelo a Obama

É bem provável que a carta enviada por Pablo Aguilar, de Michigan, jamais chegue ao seu destinatário. No entanto, a criança, de origem mexicana, está tentando sensibilizar o presidente Barack Obama para que seu padrasto seja autorizado a retornar aos Estados Unidos. Ele, pelo menos, conseguiu chamar a atenção da mídia.

A Casa Branca recebe, em média, 65 mil correspondências por semana, mas isso não desanimou ‘Pablito’. “Rezo todas as noites para que a família esteja reunida novamente”, diz o garoto, de 12 anos de idade. O padastro tentou aplicar para o Green Card, mas teve o pedido negado.

O problema, aliás, é comum, segundo uma representante da ONG ‘Justiça para nossos vizinhos’: “O sistema falho prejudica até as pessoas que querem viver no país de forma regular. Muitas famílias de imigrantes estão separadas por isso”, disse a ativista Wendy Taylor.

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