American Airlines pede concordata

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Ação da American não terá efeitos imediatos para os passageiros

A companhia matriz da American Airlines e sua subsidiária American Eagle pediram nesta terça-feira concordata, ou seja, uma proteção contra a bancarrota, conhecida como Chapter 11.

AMR Corp. e AMR Eagle Holding Corp. informaram ter pedido esta ação para reorganizar-se e asseguraram ter sido a melhor opção para defender os interesses das empresas e de seus acionistas.

A terceira empresa aérea do país acrescentou que seu diretor geral Gerard Arpey demitiu-se e será substituído por Thomas Horton, presidente da empresa.

A American afirmou ter solicitado a proteção de amparo perante os credores para reduzir seus custos e sua dívida com o objetivo de permanecer competitiva. A companhia aérea disse ainda que continuará normalmente a manter seus voos durante a reorganização.

A American foi a única companhia aérea americana importante que não se declarou em bancarrota após os ataques terroristas de 2001. A última a fazer isto foi a Delta em 2005. A empresa indicou que seus custos trabalhistas obrigam-na a gastar pelo menos 600 milhões a mais do que suas concorrentes.

Além dos custos trabalhistas, a American enfrentou o encarecimento dos combustíveis. A gasolina de avião custa em torno de 3 dólares por galão – preço recorde segundo as estatísticas governamentais coletadas desde 1990. A gasolina de avião é mais cara porque tem maior octanagem. Em 2008, o preço médio era de 2,96 dólares por galão, quando o petróleo cru superou os 147 dólares o barril pela primeira vez. Nos últimos cinco anos, subiu 56,4%. Em 2006, o preço médio era de 1,92 dólares por galão.

A American perdeu 162 milhões de dólares no terceiro trimestre e perdeu dinheiro em 14 dos últimos 16 trimestres.