Americanos não ligam para a reforma da imigração

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Segundo revela pesquisa Gallup o tema é uma das menores prioridades dos cidadãos

A reforma da imigração tornou-se um dos assuntos mais quentes da lista do que fazer em Washington. A importância da reforma é indiscutível — o que se está questionando é o período das mudanças, com o presidente da Casa, John Boehner (R-Ohio), vacilando.

Inicialmente, ele repetiu as intenções do presidente Barack Obama por uma reforma imediata, enfatizada pelo presidente durante seu Estado de União em 28 de janeiro. Recentemente, porém, Boehner mudou de ideia, dizendo que a reforma deveria esperar até 2015, porque os republicanos têm mais chances de ganhar a maioria no Senado e ainda manter a maioria na Câmara.

Este ano, os americanos não colocam a imigração na sua lista de importância como alguns em Washington, pelo menos de acordo com uma pesquisa Gallup divulgada em 16 de janeiro. Entre os 19 assuntos apontados como extremamente importante, muito importante, moderamente importante ou não tão importante, o Gallup descobriu que aqueles que viam a imigração como extremamente ou muito importante para o Congresso e para o presidente em 2014 estavam quase no fim da lista, em 50 por cento.

Ficou atrás de tudo, da economia à educação e cuidado com a saúde. Também fica atrás da criminalidade, impostos, “a distribuição da renda e da riqueza”, e política de armas em termos de importância. As únicas coisas que foram apontadas como menos importantes para o próximo ano foram monitoramento do governo, aborto, relações raciais e políticas para LGBT.

Quando se trata especificamente de imigração, de acordo com o estudo Gallup, os americanos estão divididos sobre quais componentes de imigração devem ser enfrentados em primeiro lugar: segurança da fronteira ou os esforços para lidar com os imigrantes indocumentados que já estão aqui. O total que apontou “Segurança das fronteiras americanas” como “extremamente importante” atingiu 43 por cento, em comparação aos 44 por cento que disseram “Lidar com os imigrantes ilegais que já estão nos EUA” ser “extremamente importante”.

Outra pesquisa realizada no início de fevereiro; sentimento comparado à filiação partidária em 2014 à feita em 2011. Em todos os partidos caiu o percentual de importância tanto no que se refere à segurança das fronteiras americanas como lidar com imigrantes ilegais de 2011 para 2014, exceto os democratas. Em 2011, 37 por cento dos democratas disseram que lidar com imigrantes ilegais já nos Estados Unidos era de vital importância, enquanto 41 por cento disseram o mesmo em 2014.

Quando foi dada aos americanos a opção forçada no início de fevereiro, a diferença entre as preferências pelas políticas era ainda menor, com 51 por cento dizendo ser preciso lidar com os imigrantes indocumentados, enquanto 46 por cento afirmando que a segurança na fronteira deveria prevalecer. Em 2011, 67 por cento colocaram mais importância à segurança da fronteira em comparação com os 32 por cento que estavam mais preocupados com os imigrantes indocumentados.

Os dois partidos têm diferentes pontos de vista sobre como a atual população de imigrantes deve ser tratada daqui para a frente, com os republicanos da Câmara agradando os votantes que não gostam de um caminho para a legalização que a maioria dos democratas apóia. O American Farm Bureau divulgou os números que colocam a importância de lidar com a população imigrante nos EUA em perspectiva.

O maior lobby agrícola da nação revelou que, se forem executadas as atuais políticas do Congresso em relação à reforma da imigração, os preços dos alimentos devem aumentar entre 5 e 6 por cento, a produção de frutas despencará entre 30 e 61 por cento e a produção de vegetais cairá entre 15 e 31 por cento como resultado da perda da mão-de-obra.