Anistia Internacional pede fim da discriminação da mulher

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A Anistia Internacional (AI) pediu nesta quinta-feira, em ocasião do Dia Internacional da Mulher, que os direitos da mulheres sejam respeitados no mundo e conclamou a luta contra a discriminação e a violência.

Em um documento divulgado hoje em Londres e intitulado “98 anos do Dia Internacional da Mulher: a hora da igualdade”, a AI destaca que “a discriminação na lei, na prática e na atitude social, a impunidade e a indiferença são as causas subjacentes da violência contra as mulheres”.

“Em muitos países, leis, políticas e práticas discriminam a mulher, negando-lhe a igualdade com os homens tanto na esfera política como na econômica e na social”, afirma a entidade.

Segundo a AI, em muitas partes do mundo “as mulheres continuam sem ter direito ao voto ou acesso à propriedade em condições de igualdade, ou mesmo direitos familiares”.

“Em muitas sociedades, as leis, a tradição e os costumes submetem as mulheres e as tornam vulneráveis à violência”, acrescenta texto. Além disso, destaca o caso da violência contra as mulheres em Darfur, onde “o estupro é usado sistematicamente contra as mulheres”.

“O abuso sexual não só é utilizado como arma de guerra em conflitos abertos. Inês Fernández Ortega e Valentina Rosendo Cantú, da comunidade indígena tlapaneca do México, foram estupradas por membros do Exército mexicano em fevereiro e março de 2002. Cinco anos depois, ainda estão esperando que se faça justiça”, exemplifica a AI.
Para a entidade, a violência contra as mulheres prossegue principalmente pelo “fato de que quem as ataca e estupra sabe que está impune”.

O comunicado pede o fim da violência e da impunidade de agressões a mulheres, a revogação de leis discriminatórias, a implantação de normas internacionais para os direitos da mulher e uma mudança nas atitudes sociais que toleram e fomentam a violência contra o sexo feminino.