Antiimigrante é condenada à morte no Arizona

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Shawna Forde planejou o roubo e assassinato de mexicanos para financiar o grupo Minutemen

Dois anos após sequestrar e assassinar dois membros de uma família de mexicanos para financiar o grupo Minutemen American Defense, a americana Shawna Forde foi condenada à morte no Arizona. Ela e dois cúmplices – Albert Robert Gaxiola e Jason Eugene Bush, que serão julgados ainda este ano – se consideravam os “justiceiros da fronteira” e estavam com roupas de agentes da Polícia de Imigração.

Shawna, de 43 anos, invadiu a casa do mexicano Raul Flores em 2009, em busca de drogas, com o objetivo de vendê-las para financiar seu grupo, que patrulha a fronteira dos Estados Unidos com o México para deter indocumentados. Durante o assalto, a americana e seus comparsas atiraram e mataram Flores e sua filha de nove anos, mas a mulher do mexicano, Gina Gonzales, sobreviveu ao ataque e conseguiu identificar os três assassinos.

Mesmo com todo o sentimento antiimigração no Arizona, a condenação de Shawna foi aplaudida mesmo pelos mais conservadores. Ela foi a terceira mulher no estado a ser condenada à morte e seus advogados tentaram evitar a pena máxima alegando que a mulher foi abusada sexualmente na infância e, por isso, sofria de problemas de personalidade e instabilidade emocional. Não funcionou.