Atentado em Sydney, na Austrália, tem brasileira como refém

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Duas pessoas morreram e três ficaram feridas gravemente no desfecho do sequestro. Ainda não se sabe a identidade dos mortos

DA REDAÇÃO COM G1

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Marcia Mikhael é refém em atentado

Familiares da personal trainer e gerente de projetos brasileira Marcia Mikhael afirmam que ela é uma das pessoas mantidas reféns no Lindt Chocolat Cafe, em Martin Place, em Sydney, Austrália, na noite de domingo (14), 10h de segunda-feira (15) na Austrália. A mulher é natural de Goiânia e mora na Austrália há cerca de 20 anos, segundo a família. A informação não foi confirmada pelo Itamaraty, que acompanha a situação.

A família afirma que Marcia aparece em um vídeo publicado na internet que mostra depoimentos de pessoas mantidas reféns no Lindt Chocolat Café. A polícia de Nova Gales do Sul disse que o sequestro terminou.

A polícia australiana invadiu o local e efetuou diversos disparos mais de 16 horas depois do início de um sequestro no local. Segundo as autoridades, o sequestro acabou. Pelo menos 11 reféns já haviam deixado o café antes da entrada da polícia, e uma mulher foi retirada aparentemente ferida e socorrida pelos paramédicos.

O sequestrador, um imigrante iraniano de 50 anos com antecedentes de crimes de ódio e agressão sexual, exige uma bandeira do Estado Islâmico e falar com o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott. O incidente está sendo tratado como um ato de terrorismo e pode ter motivações políticas, de acordo com o premier.

Segundo o “Channel 7”, que tem seu escritório ao lado do local do sequestro, duas pessoas morreram e três ficaram gravemente feridas. Já a rede de TV Sky News Australia disse que quatro pessoas ficaram feridas – três gravemente – e que o sequestrador morreu.

As informações não foram confirmadas pela polícia. O sequestro começou por volta das 6pm de domingo (14), 10h da manhã de segunda no horário local. Cerca de sete horas depois, cinco reféns deixaram o local.

O irmão da brasileira disse que Marcia trabalha no prédio onde fica o café e frequenta o local diariamente, mas não imaginava que sua irmã estaria no local.

“Eu estava no trabalho hoje de manhã quando ouvi a notícia, não imaginava que minha irmã estava lá no meio. A primeira notícia que recebi é que ela estava no prédio, depois que realmente estava no café. Assim que os sequestradores entraram ela mandou um recado sobre o que estava acontecendo, assim ficamos sabendo”, afirmou o homem, identificado como Jorge, à GloboNews.

A informação de que Marcia é uma das reféns chegou aos familiares por meio de duas mensagens postadas no perfil da personal no Facebook e foi confirmada por outros parentes que moram em Sydney. Em uma das mensagens, a mulher lista as exigências feitas pelo homem. Veja a tradução:

Reféns
Um homem armado manteve dezenas de reféns no café em Sydney desde a noite de domingo (14), 10h de segunda-feira (15) na Austrália. As motivações do ataque ainda são desconhecidas. Nas primeiras horas do sequestro, imagens da emissora de TV Channel 7 mostraram pessoas com as mãos para o alto e uma bandeira negra fixada em uma vidraça da lanchonete com um texto em árabe no qual se lia “Não há outro Deus que Alá e Maomé é o mensageiro de Deus”.

Por volta das 2h45, três homens saíram da lanchonete e ainda não se sabe se foram liberados ou conseguiram escapar. Dois deles deixaram o local pela entrada da lanchonete e outro pela saída de emergência. Por volta das 4h15, duas mulheres deixaram a cafeteria.

Segundo a ABC Austrália, a polícia já identificou o suspeito e afirmou que ele era conhecido das autoridades. Sua identidade não foi divulgada. As autoridades de Nova Gales do Sul disseram que “os melhores negociadores do mundo” trabalharam para terminar o sequestro de forma pacífica.

A vice-chefe de polícia local, Catherine Burn, informou que os cinco reféns libertados foram avaliados por médicos para garantir que eles estão bem. Em seguida, eles seriam ouvidos pela polícia. A imprensa australiana identificou uma das reféns como Elly Chen, funcionária do café. Ela aparece saindo correndo em fotos feitas no local. Outro refém que já deixou o local foi identificado como o advogado Stefan Balafoutis. A polícia não confirma as identidades nem quantas pessoas permanecem rendidas. Ao que parece, não há feridos.