Barata no saco de farofa

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Brasileiro de Fort Myers encontra o inseto emuma embalagem de farofa Yoki

Antonio Tozzi


Barata surgiu na panela junto com o produto

Às vezes, a saudade da terrinha prega peças desagradáveis nos brasileiros. Um destes casos ocorreu com Geraldo Flausino de Oliveira, mineiro de Belo Horizonte que vive nos Estados Unidos há 14 anos.

Em novembro de 2013, ele comprou um pacote de farofa pronta da marca Yoki numa loja de produtos brasileiros para fazer alguns pratos típicos. Mas a primeira surpresa ocorreu quando sua filha foi fazer uma comida e abriu o pacote. A garota tomou um susto ao se deparar com alguns resquícios de pernas de uma barata e desistiu de usar a farofa.

Mais tarde, a família, que já havia retirado as impurezas, quis fazer um pirão e para isto pensou em usar a farofa. “Quando minha mulher despejou a farofa na panela caiu uma barata inteira. Aí, claro, decidimos não comer nada e documentamos o problema”, contou Flausino.
Depois de constatar o descuido da empresa, Flausino entrou em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Yoki no Brasil. A resposta, segundo ele, deixou a desejar: “ Eles me disseram que não podiam fazer nada”. Após o protesto de Flausino, disseram que uma pessoa chamada Alex passaria na casa dele para recolher a amostra e tirar fotos de tudo, mas esta pessoa nunca foi à casa do reclamante.

Inconformado, Flausino voltou a entrar em contato com o SAC e, após a negociação, o funcionário informou que a diretoria da empresa concordou em mandar um voucher no valor de $150 para ele almoçar em um restaurante brasileiro aqui na Flórida. “Aceitei, mas não estou completamente satisfeito, porque acho que eles devem cuidar melhor do setor de embalagem dos produtos”.

Para confirmar sua suspeita, ele disse ter conversado com um amigo que lhe contou ter encontrado uma barata numa embalagem de farofa de milho. “Ou seja, eles estão com problema claro no setor de controle de qualidade. Eu mesmo já havia encontrado um caco de vidro num pacote de feijão da marca Yoki”, revelou Flausino.

O que deixou o mineiro indignado foi um tipo de ameaça velada de alguns funcionários da empresa sugerindo que ele estivesse a fim de fazer algum tipo de chantagem. “Isto é um absurdo. Minha única intenção é simplesmente ser ressarcido por ter sido vítima de um mau comportamento da empresa e também alertá-los para que corrijam o sistema de empacotamento de produtos deles”, protestou Geraldo Flausino.