Barcos se diz traído e afirma que Palmeiras pediu para que ele saísse

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A ida do Grêmio a São Paulo para enfrentar o Corinthians, nesta quarta-feira (25), no Pacaembu, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil (0 a 0 em um jogo muito fraco), também serviu para reviver o assunto da saída de Hernán Barcos do Palmeiras. Após o empate sem gols, o argentino resolveu dar sua versão sobre a polêmica negociação realizada em fevereiro, que envolveu as transferências de Vilson, Leandro, Rondinelly e Léo Gago ao Verdão. O Pirata disparou contra os dirigentes alviverdes.

O atacante afirmou ter recebido um pedido da diretoria do Palmeiras para que ele deixasse o clube, logo depois de ter declarado publicamente aos torcedores que ficaria. Segundo ele, os dirigentes alviverdes fugiram da responsabilidade pela negociação e relataram uma versão diferente da que ocorreu na realidade.

“Combinamos de falar que foi uma saída em comum acordo, mas mudaram e isso não é justo. Tinha fé de que a diretoria falaria a verdade, mas disseram que eu forcei a saída. A gente fez um acordo. Eles falaram: ‘Aqui você não vai receber’. Nunca disse que não jogaria a Série B. Quando falei que ficaria no Palmeiras, estava convencido disso, mas me pediram por favor para eu sair. Saí como homem, mas me traíram”, disparou.

Depois de ir para o Grêmio, Barcos não parou de sofrer retaliações de torcedores palmeirenses. O argentino afirma que eles foram enganados pela diretoria alviverde.

“Os torcedores me xingam até hoje e eu sempre os respeitei. Nunca fiz nada contra o Palmeiras. A diretoria quis tirar a sua responsabilidade. Os diretores mentiram”, completou.

Desde que deixou o Verdão rumo ao Grêmio, Barcos não foi mais convocado pela seleção argentina. À época de sua saída, um dos motivos alegados pelo jogador para deixar o clube era a falta de visibilidade na Série B do Brasileirão. Apesar disso, Valdivia (Chile), Eguren (Uruguai), Henrique e Leandro (Seleção) foram convocados, além de Vinicius no time sub-20.

“Meu futebol caiu um pouco e o time da Argentina é muito disputado. É difícil, mas ainda tenho esperança. Não acho que se estivesse no Palmeiras seria diferente. Parabéns ao Henrique e Valdivia. Eles merecem e estão em um grande clube”, finalizou.