Bônus da AIG revoltam sociedade americana

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Parte do dinheiro será devolvida ao governo, mas senador sugere que executivos da seguradora deveriam renunciar ou cometer suicídio

A população americana está revoltada com a notícia de que a seguradora AIG, que recebeu 150 bilhões de dólares do governo, decidiu pagar bônus milionários para seus executivos. Mas o senador republicano pelo Estado de Iowa Charles Grassley foi longe demais: ele sugeriu que os profissionais que receberam o dinheiro extra, deveriam adotar comportamentos de sociedades como a do Japão e se desculpar em público ou cometer suicídio – o harakiri.

“Acho que eles deveriam ser tirados dos cargos, mas digo que a primeira coisa que me faria sentir um pouco melhor a respeito deles seria se eles seguissem o exemplo japonês e se apresentassem ao povo americano, se curvassem, pedissem desculpas e fizessem uma de duas coisas: renunciassem ou cometessem suicídio”, disse Grassley. A empresa registrou um uma perda recorde de quase cem bilhões de dólares e anunciou, na semana passada, que pagaria bônus num total de 165 milhões a pouco mais de 100 executivos.

No entanto, o secretário americano do Tesouro, Timothy Geithner, anunciou que a seguradora devolverá ao governo o valor gasto com os bônus milionários de seus executivos e terá uma redução progressiva dos fundos disponibilizados pelo Estado para socorro da empresa. Em carta enviada à presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, Geithner destaca que buscará “todos os meios responsáveis para acelerar esta liquidação ordenada” da AIG. Mas a empresa insistiu que os bônus fazem parte dos contratos dos executivos.