Brasileira comemora vitória ao ser liberada pela imigração

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Ela estava entre os brasileiros presos no dia 21 de fevereiro quando chegavam de barco vindo das Bahamas

Por Joselina Reis

Marinalva Costa, 39 anos,
Marinalva Costa

Marinalva Costa, 39 anos, de Governador Valadares, era só sorrisos ao ser liberada do Broward Transition Center (BTC) na tarde de quinta-feira (28). Depois de passar 42 dias presa em uma casa nas Bahamas, cruzar o atlântico em um barco de pesca até Boca Raton (FL) e ser presa pela polícia, ela embarcou na noite de quinta-feira no aeroporto internacional de Fort Lauderdale para reencontrar familiares e o namorado em Massachusetts.

Ela conta que pagou a metade do valor cobrado, $15 mil, e não pagará o restante para a quadrilha porque foi presa pela polícia. ‘Só pagaria se eu não fosse pega”, disse ela.

A brasileira conta que saiu de Governador Valadares (MG), no dia 12 de janeiro. No dia seguinte chegou ao Panamá e depois Bahamas. A casa na ilha caribenha onde ela permaneceu por 42 dias abrigava outros brasileiros. “Não podíamos sair nem para tomar sol”, lembrou.

Segundo Marinalva, no dia 21 de fevereiro eles foram levados às 4h da manhã para outra residência a beira mar, onde foram colocados em um barco de pesca. No barco haviam 23 pessoas, as mulheres, que ela não soube estimar quantas, estavam no porão, mas ela teria vindo no andar superior.

A embarcação, com dois motores, quebrou duas vezes durante o percurso. “Quando chegamos em Boca, não era uma praia e sim um local onde ficavam muitos iates”, conta. Assim que o barco aportou, eles foram orientados a sair e entrar nos carros que estavam estacionados. De acordo com Marinalva, eram três carros: a camionete que ela entrou foi logo parada pela polícia e todos presos.

Ela ficou um dia em uma delegacia e na sexta-feira (22) levada para o BTC em Pompano Beach. “Lá foi ótimo. Tinha salão de beleza, academia para fazer ginástica, aulas de artesanato e a gente podia até trabalhar e ganhar dinheiro por isso”, enumerou a imigrante muito feliz em reencontrar a família em Massachusetts.

Marinalva revelou que esta é a segunda vez que entra nos Estados Unidos. Na primeira, ela veio com visto, mas foi pega trabalhando e deportada no dia 22 de setembro em Nova York. “Eu voltei porque tenho medo do meu ex-marido no Brasil’, confessou.