Brasileira é acusada de explorar conterrâneas na Holanda

0
339

Uma brasileira que mora na Holanda está sendo processada por exploração do trabalho de duas conterrâneas que prestavam serviço como empregadas domésticas. Gersina B.C., 40 anos, foi ouvida na quinta-feira (12), e negou as acusações de suas ex-funcionárias. As duas acusam a mulher e seu então marido de submeterem as funcionárias a jornadas de até 14 horas diárias de trabalho e agressões físicas. As informações são dos jornais holandeses Dichtbij e De Telegraaf.

As mulheres, de 25 e 26 anos, chegaram à casa do casal no bairro Geuzenveld, em Amsterdã, em 2010, depois de terem sido atraídas ao país pelas promessas de emprego. Segundo as vítimas, Gersina demonstrava insatisfação com o trabalho das funcionárias, chegando a agredi-las com socos e objetos como vassouras, aspirador de pó, uma chaleira e um liquidificador. Uma das mulheres teria sido queimada depois que a acusada jogou água quente contra ela.

A promotoria acusa Gersina e o brasileiro Alex C., com quem mantinha um relacionamento na época, de terem também retido os passaportes das mulheres quando elas chegaram à Holanda, impedindo-as de retornar ao Brasil. A acusação pede uma indenização no valor de 33 mil euros, o equivalente a cerca de R$ 100 mil.

De acordo com as brasileiras, Alex era passivo às agressões, e chegou a ser agredido pela companheira. No tribunal, o acusado disse estar arrependido, e descreveu a ex como um “barril de pólvora que pode explodir a qualquer momento”.

A defesa acusa as vítimas de injúria e difamação, e nega as agressões. Segundo o advogado de Gersina, o problema todo não passou de uma discussão que ela teve com uma das mulheres que servia de babá. O advogado afirmou ainda que as duas mulheres não trabalhavam pesado, elas cuidavam apenas das  tarefas domésticas leves e de levar as crianças à escola. Além disso, as duas mulheres também tinham outros trabalhos por fora como faxineiras. O juiz rejeitou o pedido da defesa pela anulação do processo.