Brasileira grávida é morta na Austrália a golpes de machado

0
1332

Fabiana Palhares, de 35 anos, foi achada inconsciente e com graves ferimentos de agressão em sua casa em Varsity Lakes

DIVULGAÇÃO
Brasileira grávida é morta na Austrália a golpes de machado

Brasileira grávida é morta na Austrália a golpes de machado

DA REDAÇÃO (com G1) – Uma brasileira morreu na segunda-feira (2) na cidade de Gold Coast, na Austrália. Fabiana Palhares, que tinha 35 anos, foi encontrada inconsciente e com graves ferimentos de agressão em sua casa em Varsity Lakes. Um homem de 34 anos, supostamente seu companheiro, que foi encontrado no quarteirão da casa, foi preso e acusado de homicídio. Ela sofre golpes dados usando um machado.

A brasileira foi encaminhada ao hospital Gold Coast University e não resistiu aos ferimentos, segundo informam os jornais locais. Ainda de acordo com a imprensa australiana, vizinhos relataram que ouviram os dois discutindo à tarde.

“Há indícios de que há um histórico de problemas domésticos”, disse o detetive Marc Hogan. “Você pode presumir que eles estavam em uma relação”, afirmou.

Um vizinho disse à reportagem do “Daily Mail” que a polícia foi chamada à residência há três semanas e que o casal tinha um histórico de brigas domésticas. Outros vizinhos contaram ainda que a jovem era uma “ótima pessoa”.

Agressões seriam constantes
Ao portal de notícias G1, um amigo da brasileira disse que ela tinha o sonho de ser mãe. Fabiana estava grávida de 10 semanas.

“Ela tinha o sonho de ser mãe e infelizmente foi engravidar de um louco como esse. Eles tiveram um relacionamento há um tempo atrás e tinham voltado há pouco tempo”, contou o estudante Peter Barros, de 27 anos.

O amigo disse ainda que as agressões eram constantes. A última vez em que viu a brasileira foi na quinta-feira passada, quando ela ia denunciar o companheiro, que se chama Brock Benjamin Wall, segundo Barros.

“Acredito que as autoridades foram negligentes, porque ela chegou a reportar os incidentes domésticos, mas não teve nenhum suporte. Acredito que as coisas pioraram depois dessa última denúncia, já que a polícia esteve na casa dela, mas não encontrou o namorado dela”, relatou.

O estudante contou ainda que desde que chegou ao país, em 2011, se tornou muito próximo de Fabiana, que o ajudou a se estabelecer. “Eu devo muito da minha vida aqui a ela. Ela foi a primeira pessoa que nos ajudou quando chegamos aqui.”