Brasileira sequestrada procura pais 26 anos depois

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Da Redação com Globo – A brasileira Charlotte Cohen-Tenoudji, de 26 anos, afirma que foi vendida quando bebê e entregue a uma família francesa. Desde os 14 anos quando descobriu sua origem ela tenta sem sucesso encontrar os verdadeiros pais em São Paulo. Há um ano ela se mudou para o Brasil para intensificar a investigação sobre seu passado.

Charlotte carrega consigo informações sobre sua origem que mostram datas desencontradas e até que ela teria tido dois nomes diferentes. Ela conta que o esquema de levá-la de São Paulo para a França inclui dados fornecidos pelo orfanato Lar da Criança Menino Jesus, Bairro Santana em São Paulo.

Lá a diretora do orfanato, que ainda trabalha no local, mas se recursa a falar, teria ajudado uma ex-funcionária a registrar Charlotte e um possível irmão gêmeo como sendo filhos legítimos para fazer a adoção algo legal.

A mesma funcionária teria levado Charlotte e um menino até o aeroporto Charles de Gaulle em Paris em 1987 onde entregou as crianças para famílias diferentes. Os pais adotivos, segundo Charlotte, disseram que o menino não era seu irmão.

De acordo com pesquisa sobre o assunto, dezenas de casos de tráfico de crianças no Brasil foram registrados nos anos 80. Na época foram descobertas inúmeras quadrilhas, num esquema que envolvia toda uma rede de profissionais formada por médicos, assistentes sociais, advogados, juízes, pessoas da migração, falsários e outros, que facilitavam a adoção de crianças para casais estrangeiros que na maioria não sabiam que as crianças poderiam ter sido sequestradas no Brasil.

O apelo da brasileira está na página: www.desaparecidosdobrasil.org/procuro-minha-mae/charlotte-cohen-tenoudji.