Brasileiro deixa de ser americano para economizar $67 milhões

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Valor é referente a impostos que Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, deixará de pagar ao abrir mão de cidadania

A notícia, publicada pela Bloomberg esta semana, foi baseada em uma nota divulgada pelo IRS (Internal Revenue Services) em abril, intitulada pessoas “que optaram pela expatriação”.

O Facebook planeja levantar até US$ 10,6 bilhões em um IPO (abertura de capital na bolsa de valores) que poderá elevar o valor da companhia a US$ 9,6 bilhões.

A oferta inicial de ações poderá deixar Saverin, dono de quase 5% da companhia, com uma conta de impostos a pagar por ganho de capital, estimada pela Bloomberg, de $67 milhões.

Saverin vendeu o suficiente de suas ações no Facebook para não aparecer nos documentos do IPO que apontam quem são os acionistas com mais de 5% das ações da companhia, ainda que o volume de ações que possui, acredita-se, seja substancial.

Saverin hoje vive em Cingapura, uma cidade estado asiática que não cobra impostos sobre ganhos de capital. Nos EUA, há uma taxa mínima de 15% para ganhos de capital de longo prazo, para pessoas com alta renda.

Saverin, nascido em São Paulo (é neto do fundador da marca de roupas infantis Tip Top), foi educado em Harvard, nos Estados Unidos, aonde criou com Mark Zuckerberg e outros colegas o Facebook.

A questão da cidadania americana virou tema de debate esta semana depois que Michele Bachmann, ex-candidata a presidência pelo partido Republicano, revelou ter conseguido a dupla cidadania americana-suíça ela tem o direito por ser casada, desde 1978, com um suíço.

Renunciar à cidadania americana é um processo longo e complicado que demanda um juramento assinado e a apresentação diante de um funcionário diplomático americano, de acordo com o site do Departamento de Estado dos Estados Unidos. É um ato irrevogável.

Segundo a Business Insider, Saverin corre o risco de não poder voltar aos EUA. Pela legislação americana, pessoas que renunciam à cidadania para evitar o pagamento de impostos podem não receber novos vistos de entrada no país.