Brasileiro é condenado a 109 anos de prisão

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Lindolfo Thibes abusou sexualmente da própria filha

O brasileiro Lindolfo Thibes, de 48 anos, foi condenado a 109 anos de prisão, considerado culpado por abusar sexualmente da filha desde que ela tinha seis anos. Os dois tiveram três filhos, atualmente com quatro, sete e 11 anos, em um crime que lembra a história do Monstro de Amstetten, o austríaco Josef Fritzl, que manteve a filha Elisabeth por 24 anos em um porão, teve sete crianças com ela e foi condenado à prisão perpétua em março deste ano.

A filha do brasileiro, hoje com 29 anos, sofria com as ameaças do pai e passou a vida inteira como prisioneira em sua própria casa, cercada por câmeras de vigilância. “É um alívio poder viver minha vida livremente. Eu perguntava a Deus o porquê de tudo o que me acontecia e pensava que meu pai ou me mataria ou me manteria prisioneira pelo resto da vida”, disse a vítima, cujo nome é mantido em sigilo.
O caso foi descoberto em 2005, depois de um chamado de emergência envolvendo violência doméstica: um homem havia esfaqueado a namorada no estacionamento de um hospital em Las Vegas, no Estado de Nevada. Ao investigar a denúncia, os policiais descobriram que o acusado era, na verdade, o pai da vítima, que o acusou de molestá-la sexualmente por quase duas décadas. Exames de DNA confirmaram as acusações.

Thibes, que é professor de artes marciais, optou por fazer sua própria defesa no tribunal de Los Angeles e protestou contra a sentença declarando que sua condenação se baseou em “provas fraudulentas e testemunhos mentirosos”.
Os abusos começaram quando a família vivia em Los Angeles, em meados dos anos 1980. Thibes, que vive ilegalmente no país, aproveitava a ausência da mulher, que trabalhava à noite como enfermeira. A filha contou que também era espancada, inclusive com bastões de beisebol, e o irmão mais novo, chicoteado. “Eu era tão dominada por ele que, mesmo que minha mãe me perguntasse algo, eu não contaria. Acho que ela suspeitava. Quando eu ficava grávida, dizia que os filhos eram só meus e que ninguém tinha nada a ver com isso”, contou a vítima.