Brasileiro é condenado a 20 anos por assassinato

0
583

Valdeir fez acordo com promotoria para redução de pena em troca de entregar os outros envolvidos no assassinato.

DA REDAÇÃO, COM COMUNIDADE NEWS – O brasileiro Valdeir Gonçalves Santos, que fez um acordo com a promotoria no seu julgamento do assassinato da família Szczepanik a fim de se livrar da pena de morte, foi sentenciado a 20 anos de prisão. Mas ele deverá ficar apenas sete anos preso. Este é o tempo que ele tem restante para cumprir a pena, descontados os quatro anos que ficou preso e os créditos por bom comportamento. O julgamento aconteceu no dia nove de novembro.

valdeirAdvogados dizem que a sentença não faz sentido quando comparada ao brutal assassinato de Vanderlei, Jaqueline e Christopher Szczepanik, de 7 anos, em dezembro de 2009. Entretanto, tanto o promotor John Alagaban quanto o advogado de defesa Kevin Ryan pediram que as pessoas olhassem o caso através das lentes da justiça, já que o brasileiro confessou o crime e denunciou os comparsas.
Valdeir “não deveria ser sentenciado por todas as suas ações horríveis, mas pela justiça que ele criou após resolver contar toda a verdade”, disse Ryan. “Quando ele resolveu falar e testemunhar, no final do seu próprio julgamento, os promotores não tinham nenhuma evidência de DNA, nenhuma evidência de sangue e nenhum resto mortal das vítimas”, disse Alagaban. Eles também não tinham nenhuma ideia de como foi a verdadeira cena dos crimes, concentrando a investigação no prédio onde eles trabalhavam em uma obra de renovação.

Após ouvir o depoimento da esposa, Valdeir levou as autoridades para a verdadeira cena do crime, a ex-escola Paul VI High School, em South Omaha, em Nebraska, detalhando como ele e os outros dois brasileiros espancaram Vanderlei até a morte. Eles então enforcaram a esposa Jaqueline e o filho Christopher de 7 anos em uma escada da escola.

Valdeir então testemunhou contra José Carlos Oliveira Coutinho, apontado como o líder, e detalhou como ele e os comparsas jogaram os corpos no rio Missouri.

Um júri condenou José Carlos Oliveiraa Coutinho, no mês passado, das três acusações de assassinatos em primeiro grau. Ele espera uma audiência perante um painel de três juízes que irão determinar se ele receberá a pena de morte. O terceiro brasileiro, Elias Lourenço Batista, havia sido deportado antes que fosse acusado pela participação nas mortes.

A filha de Jaqueline, Tatiane Klein, aprovou a decisão da promotoria de fazer o acordo com Valdeir. Para ela, sem o testemunho dele as autoridades não encontrariam o corpo do seu irmão no rio, em 2011. “Ainda é muito difícil. Eu entendo que sem a sua cooperação nós não estaríamos aqui hoje”, disse.

O advogado de Valdeir disse que a reviravolta no caso foi somente quando o acusado parou o seu próprio julgamento e resolveu falar toda a verdade. Para ele, Valdeir tinha uma chance de ser absolvido por falta de provas, mas ele não estava interessado nisso ou em uma sentença favorável. Na verdade, ele disse no verão passado que espera passar o resto da vida na prisão.

“Tudo que Valdeir se importava era dizer a verdade e tentar levar um pouco de justiça para Tatiane”, disse o advogado Ryan. “Para todas as pessoas que falaram para o promotor que a sentença de 20 anos foi muito branda, eu asseguro a vocês que muitos outros nos disseram que nós deveríamos ter continuado com o julgamento, quando havia muito pouca evidência física”.