Brasileiro incentiva conterrâneos ao alistamento nas Forças Armadas americanas

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Odilon Rodrigues (foto) obteve a cidadania 11 meses depois de ingressar na Guarda Nacional

Um brasileiro que faz parte da Guarda de Segurança Nacional dos Estados Unidos há pouco mais de dois anos é o maior incentivador que seus conterrâneos ingressem nas Forças Armadas americanas. Isto porque Odilon Rodrigues, de 40 anos e que até o alistamento militar tinha problemas em encontrar emprego, mesmo sendo portador do green card, viu uma série de oportunidades abrirem à sua frente desde então – não apenas pela cidadania automática, mas principalmente pela chance de iniciar uma nova carreira. “Quando você se torna cidadão e soldado, a sua vida muda para melhor”, argumenta. De fato, Odilon levaria cerca de cinco anos para obter a cidadania, que acabou chegando com apenas 11 meses depois de se juntar à Guarda Nacional.
Hoje o brasileiro é assistente de dentista na base aérea de Hanscom, em Massachusetts, e também atua como recruta. Neste curto período, ele aproveitou os benefícios oferecidos pelas Forças Armadas: ensino superior gratuito e bônus para cada pessoa recrutada… e olha que foram 16 brasileiros em pouco mais de dois anos. “Este ano já alistamos o dobro de brasileiros em comparação ao ano passado”, afirmou Geoffrey Allen, sargento da Guarda Nacional, ressaltando que a diversidade é importante para a corporação. Ele admite, no entanto, que a possibilidade de legalização é o principal atrativo para os imigrantes.
Odilon vai além. Ele diz que ampliou seus horizontes desde que iniciou sua carreira militar. Recentemente ele viajou ao Paraguai, numa missão humanitária, para oferecer tratamento dentário a mais de três mil necessitados daquele país sul-americano. “Descobri que o serviço não é apenas participar de guerra”, afirmou o brasileiro, que mora Billerica (Massachusetts), e tem planos de começar os estudos na área médica numa universidade pública.