Brasileiros gastam R$1,5 milhão por dia em pedidos de vistos para os Estados Unidos

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Durante o primeiro semestre de 2014, o Brasil injetou no mínimo R$ 1,5 milhão por dia na economia dos Estados Unidos só com os pedidos de visto feitos à embaixada e consulados americanos. De acordo com o site da Missão Diplomática dos EUA, foram mais de 4.100 solicitações feitas todos os dias ao custo de US$ 160 cada, mas para estudantes de intercâmbio o valor mais que dobra, pois há uma taxa extra de US$ 180.

A recente suspensão na emissão dos vistos tem impacto zero na conta, pois o pagamento da taxa é feito antes da solicitação, não da emissão. Como a taxa é cobrada em dólar e equivale a uma compra no exterior, o governo brasileiro também leva o seu ao cobrar até 6,38% de IOF.

Dados do Departamento de Estado dos EUA apontam o Brasil como o segundo maior “mercado” de vistos. Só perdemos para os chineses. Com população 680% maior, a China teve apenas 40% mais vistos emitidos em 2013 que o Brasil. Logo, somos os campeões disparados.
Consulados dos EUA retomam entrevistas para visto

Por causa do problema, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil precisou reagendar as entrevistas que estavam marcadas na sexta-feira (1)

Retorno
Depois de uma breve parada na emissão de vistos na sexta-feira (1 de agosto), o consulado americano no Brasil voltou a agendar as entrevistas de quem planeja viajar para os EUA. Os consulados de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Recife voltaram a realizar, na segunda-feira (4), a segunda etapa do processo de emissão do documento, mas o prazo de entrega deve ser superior ao normal, de dez dias úteis.

Uma falha na rede de transmissão de dados em Washington, verificada no dia 20 de julho, prejudicou a emissão do documento americano em escala mundial. Desde então, 250 mil vistos foram concedidos em todo o mundo, enquanto a média é de 480 mil no mesmo período.
Em nota, a Embaixada afirmou que o Departamento de Estado dos EUA continua trabalhando para restaurar totalmente o sistema de emissão de vistos, o que não tem previsão para acontecer. O Bureau de Assuntos Consulares diz que deve levar algumas semanas para o sistema voltar à normalidade.