Bush evita prisão de ex-assessor da Casa Branca

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O ex-assessor Lewis Libby foi condenado a 30 meses de prisão

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou nesta segunda-feira a sua decisão de comutar a pena de prisão de Lewis “Scooter” Libby, ex-chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney.

Em uma declaração, Bush descreveu a pena de 30 meses de prisão a que Libby foi condenado como “excessiva”.

O ex-assessor da Casa Branca ainda terá de cumprir dois anos em liberdade condicional e pagar uma multa de US$ 250 mil.

Em março, Libby foi considerado culpado pela Justiça por perjúrio (mentir em um tribunal de júri, sob juramento), obstrução da justiça e falso testemunho.

Ele era acusado de mentir em um tribunal e a investigadores do FBI (a polícia federal americana) sobre fatos relacionados à divulgação ilegal da identidade da agente Valerie Plame, da CIA (agência de inteligência americana).

Bush disse que Libby e sua família “sofreram imensamente”.

A intervenção do presidente foi anunciada horas depois que um tribunal de apelação rejeitou um recurso dos advogados de Libby no qual tentavam impedir que ele fosse mandado imediatamente para a prisão.

O juiz decidiu que Libby não poderia mais permanecer livre sob fiança enquanto corria o processo de apelação.

Bush disse que tinha evitado intervir no caso até agora porque esperava o desenrolar do processo de apelação.

Mas, segundo o presidente americano, a última decisão judicial e a “prisão iminente” fez com que decidisse intervir.

“Eu acredito que é importante agora reagir a essa decisão”, disse Bush.