Bush quer acordo comercial global antes de deixar governo

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“Espero negociações bem-sucedidas sobre Doha para votação no Congresso”, disse

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta quinta-feira, 24, que espera poder apresentar ao Congresso um acordo comercial global antes de deixar o cargo, em janeiro de 2009.

“Espero trazer negociações bem-sucedidas sobre Doha para votação no Congresso”, disse Bush a repórteres numa entrevista coletiva na Casa Branca, quando questionado sobre suas metas para o tempo que lhe resta no posto.

Os Estados Unidos e outros membros importantes da Organização Mundial do Comércio estabeleceram recentemente a meta de concluir a rodada de Doha de negociações comerciais até o fim do ano. As negociações já se arrastam há mais de cinco anos.

A reunião do G4 – Brasil, Estados Unidos, União Européia e Índia – programada para entre os dias 19 e 24 de junho está sendo considerada vital para a rodada.

Bush disse que também vai pressionar pela extensão do mandato da Casa Branca para a promoção do comércio, que termina no fim de junho, para poder concluir a rodada de Doha.

O mandato permite à Casa Branca negociar acordos comerciais, mas eles devem ser aprovados ou rejeitados pelo Congresso sem alterações. Ela é considerada essencial para que outros países negociem a sério com os Estados Unidos a respeito do pacto mundial.

Muitos democratas da oposição do Congresso norte-americano afirmam, porém, que primeiro é preciso haver o fim do impasse nas negociações para que se pense em estender o mandato comercial.

Bush também disse que quer obter a aprovação de tratados de livre comércio com o Peru, a Colômbia e o Panamá, além de “conseguir avanços no trabalho que fizemos com o acordo com a Coréia (do Sul)”.

A expectativa é que os EUA assinem o tratado com a Coréia do Sul ainda em junho. Isso poderia abrir caminho para a votação do acordo no início de 2008, mas há quem acredite que as campanhas eleitorais do ano que vem atrasem o processo.

O mesmo se aplica à rodada de Doha, cujo tratado teria de ser assinado e depois convertido em legislação norte-americana, após a definição dos últimos detalhes.