Câmara dos EUA rejeita obrigação de analgésico para fetos

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Para os democratas não existe certeza científica sobre a dor em abortos

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos rejeitou nesta quarta-feira um projeto de lei que exigia dos médicos a administração de analgésicos para os fetos antes de uma intervenção cirúrgica abortiva.

O projeto recebeu 250 votos a favor e 162 contra. Mas precisava de maioria de dois terços.

Se fosse aprovado, o projeto exigiria que as clínicas que fazem os abortos no país informassem às mulheres que aos cinco meses de gestação os fetos são capazes de sentir dor. Segundo o republicano Christopher Smith, a medida tornaria o aborto mais humano.

“Não se trata apenas de violência, hoje sabemos que o aborto também é doloroso para os fetos”, afirmou.

No entanto, os congressistas democratas que votaram contra o projeto argumentaram que não existe certeza científica sobre a suposta dor dos fetos. Eles afirmaram que a medida interferiria na relação entre o médico e a paciente.

“Se realmente queremos que a mulher seja bem informada, não podemos permitir que os médicos dêem informações equivocadas”, afirmou o democrata Henry Waxman.

Fontes legislativas dizem que as possibilidades de o projeto voltar a ser apresentado no Congresso são virtualmente nulas. Câmara e Senado estão hoje sob controle dos republicanos, que em sua maioria rejeitam o aborto. Mas a partir de 1 de janeiro a maioria será dos democratas, que costumam apoiar o direito da mulher de decidir.