Carioca de Margate disputará mundial de raquetebol

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Mauro Barbosa estará na Irlanda, em agosto de 2008, e tem boas chances de brilhar

O mundial de raquetebol em 2008, marcado para agosto na Irlanda, terá um representante brasileiro – e ele é de Margate (FL). Mauro Barbosa, de 33 anos, disputará a competição levando na bagagem os títulos conquistados em 2007, entre eles o de campeão regional e estadual da Flórida e do US Open, o maior torneio do mundo, que reuniu mais de 900 jogadores. Mauro está nos Estados Unidos há quase
duas décadas, mas vai disputar o torneio pelo Brasil, onde o esporte começa a ganhar força.

O raquetebol é um esporte relativamente novo e acabou ficando mais conhecido como uma alternativa ao tênis ou ao squash. Realmente,
as três atividades mantêm entre si várias semelhanças, mas nisso o raquetebol leva vantagem: “Trata- se de um esporte relativamente
fácil de aprender, que mesmo jogado num nível iniciante diverte os jogadores. Além disso, a raquete e a bola podem ser adquiridas por
preços bem acessíveis”, explica Mauro, ressaltando que a prática do raquetebol é excelente porque trabalha todos os músculos do corpo
e costuma queimar 500 calorias em apenas meia hora.

Paixão pelo esporte

Carioca, Mauro Barbosa praticou tênis durante toda a adolescência no Rio de Janeiro, o que acabou lhe proporcionando a vinda para os Estados Unidos, com uma bolsa de estudos na Florida Atlantic University. Em pouco tempo, ele acabou se apaixonando pelo raquetebol e, como outras 10 milhões de pessoas na América, começou a jogar o esporte, que no final dos anos 80 virou uma febre no país nas academias de ginástica e condomínios residenciais. “Infelizmente, na década de 90, o raquetebol perdeu espaço para as aulas de spinning e muitas quadras foram destruídas”, conta o brasileiro.

Ele, no entanto, demonstrase animado com a nova fase da modalidade e destaca que o público aos poucos volta a prestar atenção no raquetebol. “O esporte será disputado no Panamericano de Guadalajara, no México, em 2011. Por isso, mexicanos, americanos e
canadenses, que são os melhores do mundo, estão promovendo e incentivando a sua prática”, diz. A maior prova disso, pelo menos aqui na América, é que a LA Fitness – onde Mauro treina – já construiu mais de 800 quadras de raquetebol em todo o país nos dois últimos anos.

Neste particular, o brasileiro também vem fazendo a sua parte para difundir o esporte: ele está disposto a compartilhar com os interessados alguns vídeos produzidos pela Head (marca de raquetes que o patrocina nos torneios domésticos) e até a dar aulas gratuitas para que a comunidade brasileira comece a gostar do raquetebol. “É agradável e não requer qualquer conhecimento prévio por parte do jogador”, frisa Mauro.

Com relação ao mundial, o carioca lembra que ainda aguarda a resposta de uma grande instituição financeira brasileira sobre a questão do
patrocínio, pois o objetivo é participar do torneio com uma equipe completa. “Há outros três competidores de São Paulo a espera desta definição, mas pelo menos eu estarei na Irlanda, com certeza”, garantiu Mauro, que já treinou com a equipe olímpica dos Estados Unidos. Para fazer bonito na Europa, ele treina diariamente duas horas e não descuida da preparação física.