Cerveja é um dos únicos itens mais baratos no Brasil que nos EUA

0
461

Não é à toa que todos os dias milhares de brasileiros afoitos por compras desembarcam nos aeroportos americanos. Está cada dia mais caro comprar no Brasil. Isso já é sabido, mas o site americano Business Insider (www.businessinsider.com) fez um levantamento da diferença de custos no Brasil e nos EUA que está dando o que falar nas redes sociais.

A matéria intitulada “O escandaloso custo de se viver no Brasil” mostra a discrepante diferença de preço entre diversos produtos que vão de uma garrafa de leite a roupas e apartamentos.

Segundo o artigo, esse é um grande problema para os fabricantes brasileiros que temem que os custos exorbitantes os impeça de fazer negócios com outros países. E é também um problema para os cidadãos que assistem ao aumento de preços, mesmo quando seus salários permaneceram estagnados.

A cerveja é uma das únicas coisas que ainda continua mais barata no Brasil que nos EUA. A cerveja doméstica brasileira custava na época do levantamento em torno de $1.61 e nos EUA $2.38. Os demais produtos a diferença chega a ser de até três vezes mais. Um par de tênis nos EUA custa $72 enquanto o brasileiro passa de $190; para morar num apartamento de dois quartos em São Paulo são desembolsados $2.397, enquanto em Miami custa $2 mil; um galão de gasolina nos EUA custa $3.30 e no Brasil não se gasta menos que $6.65.

E por aí vai. O Big Mac brasileiro é o quinto mais caro do mundo, com R$ 1 milhão hoje em São Paulo não se compra o apartamento dos sonhos e o metro quadrado na capital paulista e no Rio já está entre os mais altos do mundo. Isso sem falar dos carros no Brasil que chegam a ser quatro vezes mais caros que nos EUA.

Razões

Entre as razões estão em primeiro lugar a altíssima carga tributária, a falta de infraestrutura e a cultura do brasileiro de pagar muito e levar pouco sem reclamar.

De acordo com o site Adrenaline, especialista em tecnologia, quase metade do valor de um carro (40%) vai para o governo na forma de tributos. Nos EUA são 20%. Na China também. Na Argentina, 24%. O padrão se repete com os outros produtos. E haja tributo. Enquanto o padrão global é ter um imposto específico para o consumo, no Brasil são 6 IPI, ICMS, ISS, Cide, IOF, Cofins. Mas sozinho o imposto não explica tudo. Como os brasileiros estão ficando mais ricos, a demanda por produtos de preços irreais continua forte. Os lucros que o comércio tem com eles também.