Cruzeiro adia o sonho do Tri na Libertadores

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Time mineiro perde, em casa, a final contra o Estudiantes

Pelo terceiro ano consecutivo, uma equipe brasileira deixa escapar a Copa Libertadores na finalíssima, mesmo jogando em casa. Depois do Grêmio (perdeu para o Boca em 2007) e Fluminense (derrota para a LDU em 2008), agora foi a vez do Cruzeiro chorar a perda do título mais importante do continente, diante de 65 mil pessoas. Os torcedores estavam confiantes e pintaram o Mineirão de azul, mas no final assistiram ao Estudiantes de la Plata, do fabuloso Juan Pablo Verón, levantar a taça.
E o roteiro estava todo favorável à equipe Celeste. Os comandados do técnico Adílson Batista arrancaram um empate sem gols na primeira partida da final, na Argentina, e bastava uma vitória simples para que o Cruzeiro pudesse levantar o seu terceiro troféu na competição – venceram anteriormente em 1976 e 1997. O gol de Henrique, no início do segundo tempo, fez a torcida mineira explodir de alegria: o chute quase da intermediária ainda desviou num zagueiro antes de entrar quase rasteira na rede de Andújar. Infelizmente não houve tempo de muita comemoração, já que seis minutos depois os argentinos trocaram passes até a conclusão precisa de Fernández para empatar a partida.
Nada estava decidido, mas o Cruzeiro sentiu o golpe. “Ao sofrermos o empate, perdemos o controle e não conseguimos superar a já conhecida catimba argentina”, admitiu Adílson, depois do jogo. Realmente, o que se viu na última meia hora da partida foi o time brasileiro atordoado, sem forças para reagir e visivilmente nervoso. A tragédia se consumou aos 27 minutos, quando o Estudiantes aproveitou uma falha na marcação cruzeirense e marcou o gol da virada, com Boselli, artilheiro isolado da Libertadores. O Mineirão silenciou.
Daí para a frente, os brasileiros ainda tentaram pressionar o adversário e até tiveram chances para o empate, mas a noite não era azul. Thiago Ribeiro acertou o travessão e depois chutou bisonhamente a oportunidade de se consagrar. O mesmo aconteceu com Thiago Heleno, que isolou a bola no último lance do jogo. Festa argentina – e, especialmente, de Verón, apontado como o grande responsável pela conquista, já que comandou um time não mais do que organizado. Este foi o quarto título do Estudiantes na Libertadores.
“Perdemos para nós mesmos”, lamentou o atacante Kléber. E ao Cruzeiro resta tentar a recuperação no Campeonato, já que atualmente ocupa apenas a 16ª colocação na tabela. E, o que é pior, assistindo o arqui-rival, Atlético, curtindo há várias semanas uma confortável posição no G4.