Cuba e EUA terão nova reunião sobre imigração

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Encontro em Havana será este mês, para atualizar acordo entre os dois países

Cuba e Estados Unidos já estão preparados para a segunda rodada de negociações sobre um novo acordo sobre a imigração e combate ao tráfico humano entre os dois países. A reunião será em Havana, provavelmente no dia 19 de fevereiro, conforme deixou transparecer o chanceler cubano Bruno Rodríguez. As conversas sobre o tema foram retomadas pelo presidente americano Barack Obama, em julho de 2009, e programadas para acontecer a cada seis meses.
O acordo em vigência, assinado em setembro de 1994 após a chamada “crise dos balseiros”, na qual milhares de cubanos desesperados tentavam chegar à Flórida a bordo de embarcações precárias, estabelece que Washington deve dar 20 mil vistos de entrada por ano a cubanos que desejem deixar a ilha. O objetivo é permitir saídas seguras. O acordo também determina que quem sair ilegalmente de Cuba por mar e for interceptado será devolvido à ilha. Não obstante, a Lei de Ajuste Cubano, em vigor nos EUA desde a década de 1960, dá amparo legal a todos os cubanos que consigam chegar a território norte-americano.

Não existem relações diplomáticas entre os dois países há mais de quatro décadas, quando os EUA impôs à Cuba um forte embargo para pressionar uma mudança no sistema político do país. A chegada de Obama foi considerada por analistas como uma oportunidade para uma nova era nas relações. As negociações migratórias ocorrem em meio a repercussão do caso de um cidadão norte-americano detido na ilha desde dezembro, o qual foi acusado verbalmente por funcionários de ter vínculos com os serviços de inteligência dos EUA.